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Presidente da CPI do Taxi diz que tudo foi esclarecido
A afirmação foi feita durante leitura de relatório final apresentado na tarde desta quarta-feira
O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Taxi, vereador Vinicius Siqueira (DEM), disse que tudo foi esclarecido, mas que agora o Ministério Público tem que fazer o seu papel. A afirmação foi feita durante leitura de relatório final apresentado na tarde desta quarta-feira (20) na Câmara Municipal de Campo Grande.
“O que sabemos do táxi hoje é totalmente diferente do que sabíamos no começo da CPI. Hoje sabemos de tudo, descobrimos tudo, só não nos cabe fazer o papel do Ministério Público”, disse Vinicius.
De acordo com o relatório apresentado foram encontradas irregularidades em todos os quase mil alvarás de táxi e mototáxi da Capital. Além disso, apesar de não ser ilegal, a Comissão constatou ainda que, de fato, a maioria das permissões está nas mãos de determinados grupos familiares.
“Alguns dos detentores de alvarás ouvidos durante as oitivas chegaram a admitir que jamais teriam dirigido o veículo enquanto taxista, mas possuem o alvará que é terceirizado por auxiliares”, afirmou o vereador.
Oito meses
Durante oito meses de trabalho investigativo, foram ouvidas 35 pessoas em sete sessões de oitivas, o que resultou em um extenso relatório com 78 páginas. Representantes da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) encontraram grande dificuldade em encaminhar a documentação solicitada pela Comissão devido à falta de organização no espaço em que se encontravam as permissões. De acordo com Siqueira ”em alguns dos casos o permissionário não deixou sequer cópia de documento de habilitação”, afirmou.
O documento foi aprovado pela Comissão e na quinta-feira (21) será apresentado em plenário e logo depois, encaminhado ao Ministério Público Estadual, à Agetran e ao Executivo Municipal. Entre as proposições feitas em relatório, está a de que a Prefeitura coloque em ordem a documentação e que coloque os alvarás para serem mais bem cuidados.
Comissão
Também fizeram parte da Comissão o relator, Odilon de Oliveira Junior (PDT) e os vereadores Pastor Jeremias (Avante), Júnior Longo (PSDB) e Veterinário Francisco (PSD).