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História Macabra - Família pagou para sacrificar irmãos em ritual
A polícia acredita que uma família de Novo Hamburgo pagou R$ 25 mil para o “mestre” de uma seita religiosa fazer o ritual que atrai prosperidade.
No dia 27 de dezembro, o líder de uma seita religiosa, um cliente e um parente dele foram presos no templo da seita, em Novo Hamburgo, pelo sequestro e esquartejamento de duas crianças argentinas. A Polícia ainda busca por um argentino, que teria buscado as crianças em seu país natal.
Segundo informações do site Correio do Povo o ritual, conduzido pelo líder da seita, busca atrair prosperidade, e uma família de Novo Hamburgo teria pago R$ 25 mil à vista ao líder de uma seita religiosa. Além do valor, o homem – que se autodenomina bruxo e mestre – teria exigido ao hamburguense duas crianças de mesmo sangue. De acordo com as investigações, os irmãos, que foram esquartejados, seriam argentinos e teriam sido “comprados” ou “raptados” no país vizinho.
Agora a Polícia Civil fará contato com a polícia argentina para solicitar a lista de crianças desaparecidas. Ainda não se sabe de qual região do país vizinho as vítimas eram.
O líder da seita é considerado uma celebridade no meio. Além de rituais, ele realizava palestras sobre o assunto. O templo está localizado no interior de um município da Região Metropolitana de Porto Alegre.
Relembre o caso
Em 4 de setembro, duas crianças foram encontradas esquartejadas no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. As partes dos corpos estavam embaladas em sacolas plásticas e em caixas de papelão em um mato às margens de uma estrada.
Em 18 de setembro, a Brigada Militar localizou outras partes dos corpos a 500 metros do local onde os primeiros pedaços foram encontrados.
Segundo a perícia, os corpos localizados em Lomba Grande são de um menino, de 8 a 10 anos, e uma menina, entre 10 e 12. Os exames conduzidos pela perícia indicam que os dois eram irmãos por parte de mãe. Para o ritual as duas crianças foram esquartejadas e tiveram tronco e membros jogados na estrada. No entanto como as cabeças ainda não foram localizadas, a polícia ainda não conseguiu identificação pessoal das vitímas.