Na noite de terça-feira (27) policiais Civis da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) do Rio de Janeiro prenderam Elton Leonel Rumich da Silva, conhecido como Galã, ou Galant, de 34 anos. Ele é acusado pela polícia de ter participado da execução do chefe da fronteira, Jorge Rafaat Toumani, em junho do ano passado.

Porém, apesar de possivelmente ter matado Raffat e ser indicado pela polícia como um dos principais fornecedores de drogas do Paraguai para as maiores facções criminosas do Brasil, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), há uma grande chance de Elton não ficar preso por muito tempo.

Quem explica a situação é o ex-superintendente da PF (Polícia Federal) em Mato Grosso do Sul, delegado Edgar Paulo Marcon. O delegado conta que até junho do ano passado, acompanhava de perto as buscas por Elton no Paraguai, porém nesta época, não havia nada que o faria ficar preso por muito tempo no Brasil.

“Eu sai do Paraguai em junho do ano passado e até essa data o Elton não respondia a crime nenhum no Brasil. Ele respondia apenas a uma evasão do semiaberto. Se na época a gente conseguisse pegar ele e  trouxesse para o Brasil, ele ia ficar uma semana aqui preso e ia ser liberado”, contou o delegado. 

Marcon explica que por Elton ser brasileiro, ele não pode responder aqui por crimes cometidos nos país vizinho. Portanto, para que ele permaneça preso, tem que haver uma denúncia grave de envolvimento dele com o crime em território brasileiro.

Como o Brasil não extradita, nem deporta acusados de crime, outra forma seria o Paraguai reunir todas as provas que tem sobre os crimes comentidos por Elton no país, encaminhar para o Brasil via diplomacia e ele ser julgado aqui de acordo com o pedido do Paraguai.