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Em Brasília, Rose cobra mais recursos para a segurança na fronteira
Em reunião com o presidente Michel Temer e 16 governadores nesta quinta-feira (1°), a vice-governadora Rose Modesto, que representou o governador Reinaldo Azambuja, cobrou mais recursos para a segurança na fronteira.
No encontro, o presidente anunciou que os governos estaduais e municípios com mais de 500 mil habitantes vão ter direito a uma linha de crédito de R$ 42 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para criação de sistemas de inteligência e programas de reequipamento das polícias, incluindo compra de armamento. Para este ano serão R$ 5 bilhões. O prazo para pagamento da dívida do financiamento será de oito anos, com dois anos de carência.
O Governo de Mato Grosso do Sul vai ter até abril para apresentar o seu projeto e solicitar os recursos. Em junho, serão divulgados os projetos aprovados e em agosto começam a ser implantados os programas, segundo cronograma divulgado pela presidência da República.
“Este recurso está liberado para aparelhamento, construção e também custeio”, enfatizou a vice-governadora, destacando que “sem dúvida nenhuma há uma preocupação muito grande com a fronteira, até porque hoje a nossas policias, a militar e a civil, tem feito este trabalho sozinhas. Só que, diante destas apreensões que estamos fazendo, se por um lado isso é positivo porque combatemos o crime, por outro gera um problema: que é o número de presos dentro dos presídios”.
Para tanto, uma das alternativas é retomar o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). “O ministro Raul Jungmann fez o compromisso de retomar. Ele defende que os investimentos na fronteira sejam maiores tanto na área de inteligência como em outros setores, mais na área de inteligência do que na presença das forças armadas. Nós pedimos as duas coisas, entendemos que as Forças Armadas podem contribuir. Também pedimos projetos e programas de inteligência. Mato Grosso do Sul foi um dos estados que começou um projeto piloto (de inteligência) e que não teve sequência”, destacou a vice-governadora.