Geral
Após denuncia MPE fiscaliza Aeroporto da Capital
A promotoria resolveu fazer uma pesquisa de satisfação depois e receber denúncias quanto à demora de atendimento dos taxis no aeroporto
Na segunda-feira (19) o Ministério Público do Estado realizou uma pesquisa de satisfação com os consumidores no Aeroporto Internacional de Campo Grande em relação ao atendimento oferecido pelos Taxistas no local.
A pesquisa foi solicitada pelo Promotor de Justiça Fabrício Proença de Azambuja para auxiliar a 25ª Promotoria de Justiça do Consumidor, como resultado do Inquérito Civil que tramita desde 2012 e busca apurar irregularidades referentes ao atendimento oferecido pelos Taxistas, bem como o baixo número de veículos credenciados no ponto de táxi em relação ao número de usuários.
A pesquisa de satisfação avalia o serviço oferecido pelos Taxistas como péssimo, ruim, regular, bom e ótimo nos quesitos de tempo de espera, acesso ao veículo, preço da corrida, cordialidade do motorista, condições de segurança, trajes, tempo de chegada ao destino, estado dos veículos, auxílio com bagagens e velocidade utilizada nas vias.
Os resultados da pesquisa de satisfação vão colaborar na averiguação das reclamações dos usuários. O Promotor destaca que é a terceira pesquisa de satisfação realizada no local e uma das maiores queixas dos consumidores era em relação ao tempo de espera pelo táxi.
“Houve denúncia do consumidor ficar até 40 minutos esperando por um táxi. No decorrer dos anos, foram aumentando os números de táxis e o tempo de espera foi diminuindo, e foi isso que viemos verificar. Aparentemente houve melhora no atendimento” finalizou.
Para o taxista José Aparecido Rosa de Oliveira, a demora no atendimento dos usuários muitas vezes não é em razão da falta de táxi, mas sim pelo fato da fila só comportar cinco veículos e a dificuldade no deslocamento até o cliente. “Às vezes nem é a falta de táxi, nós somos em 38 e agora com a liberação da Agetran vem mais 10, ou seja, são 48, mas só podem ficar cinco táxis por vez, o resto fica no corredor, e o nosso contato é visual. No horário de pico a rua fica cheia e não conseguimos chegar, ficamos presos e não conseguimos sair. A questão é de estrutura mesmo”, reclamou.