Geral
Sem Guarda Municipal, Antiga Rodoviária vira terra de ninguém
Com o antigo posto depredado, Guarda Municipal não deve volta para o prédio
Após desapropriar o prédio por determinação do Corpo de Bombeiros e ter o espaço depredado, a Guarda Municipal não deve voltar para Antiga Rodoviária de Campo Grande. Segundo informações da Secretaria Especial de Defesa Social, o novo posto da Guarda será realocado para um prédio próximo ao antigo local.
“Estávamos no prédio e saímos por uma determinação do Corpo de Bombeiros e nos últimos dias houve uma depredação no antigo posto. Com os estragos o local não tem condições salubres para um ser humano estar, ainda mais a Guarda que fica 24 horas”, explicou Herik Garcia, assessor de comunicação da Secretário Especial de Segurança e Defesa Social.
Sem um local fixo na região, a assessoria da Secretaria de segurança afirmou que até a próxima semana a Guarda terá um novo posto em um prédio próximo a Antiga Rodoviária. Mesmo com o espaço depredado e vazio, Herik reforçou que a Guarda Municipal está presente no prédio da antiga rodoviária desde quarta-feira (25). “Nós já retornamos. Hoje os agentes já estão lá, fazendo rondas”, disse.
Insegurança
A depredação do antigo posto da Guarda Municipal afetou até os comerciantes que permanecem no prédio. No início da manhã de ontem o salão de beleza de Mariana Ferreira foi roubado pela quarta vez. Segundo a proprietária, entraram pelo buraco do antigo posto da Guarda Municipal e invadiram a loja pelo segundo andar.
“Esse buraco foi feito na semana passada, mas ontem eles entraram no prédio por ele. Subiram até o segundo andar, pegam um extintor e quebraram os vidros do salão, fizeram um estragado. Mas como já tinha sido roubada três vezes ano passado eu coloquei o alarme e com o alarme eles não roubaram nada. Só quebraram, mas o prejuízo é grande, tenho que colocar grade e o vidro”, reclamou a proprietária.
Para Marina, o local foi invadido devido o afastamento da Guarda. “O fechamento do prédio contribuiu com o aumento da violência porque as primeiras pessoas a saírem daqui foram os guardas municipais, que não deveria ter saído. Aqui ficou um local abandonado”, reclamou.
A proprietária do salão ainda relatou que a violência na região afeta o negócio. “Nós ficamos presos em grades e isso é muito constrangedor e afeta no movimento. Os clientes ficam com medo de vir aqui”, disse.