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Com o calor aumentam os casos de ataques de abelhas
O Corpo de Bombeiros dá dicas sobre como agir em situações de ataque ou quando um enxame é encontrado
Devido às altas temperaturas e a baixa umidade do ar o numero de casos de aparições de enxames de abelhas tem aumentado. Desde o início deste ano já foram realizados 55 atendimentos relacionados a ataque de insetos a pessoa (escorpiões/ aranhas/ abelhas/ marimbondos/ similares) em todo o Estado, sendo 42 no interior e 13 na Capital.
E durante esse período de forte calor, o Corpo de Bombeiros registra um aumento no número de ocorrências relacionadas a abelhas. Em 2017 foram registradas 162 atendimentos, sendo 117 no interior e 45 na Capital.
De acordo com a corporação fatores como o calor e a florada influenciam para o surgimento de enxames itinerantes e o aumento do número de insetos nas colmeias. O calor também deixa as abelhas mais agitadas e agressivas.
Para evitar problemas, os Bombeiros recomendam os seguintes cuidados:
· Use roupas claras, pois cores escuras atraem abelhas;
· Evite movimentos bruscos e excessivos quando próximo a colmeias;
· Não grite, pois as abelhas são atraídas por ruídos, principalmente os agudos;
· Evite operar qualquer máquina barulhenta próxima a colmeias;
· Examine a área de trabalho antes de usar equipamentos motorizados;
· Ensine as crianças a se precaverem e não incomodar as abelhas;
· Pergunte ao seu médico sobre o que fazer caso você seja alérgico a picadas;
Em caso de ataque a pessoa deve correr em zigue-zague, pois os insetos deslocam-se juntos em linha reta. Se for atacado, proteja das picadas o pescoço e o rosto, com a ajuda de uma vestimenta.
Pessoas alérgicas a picada de insetos devem evitar caminhadas em áreas de mata, pois para quem é sensível ao veneno da abelha, apenas uma picada pode ser suficiente para gerar um choque anafilático.
O mais importante, segundo os bombeiros, é afastar o público da área tomada pelo enxame. E caso alguém receba picadas, é importante que se faça a remoção imediata dos ferrões, pois eles continuam liberando o “veneno” gradativamente após a picada. A retirada dos ferrões interrompe esse processo e é de suma importância, especialmente para os alérgicos.
Em casos de formação de colméias em residências, é de responsabilidade do proprietário em acionar uma empresa de apicultura especializada para a remoção do foco, mas nos casos mais críticos o Corpo de Bombeiros deve ser acionado (pelo telefone 193). Nesse caso deve utilizar-se de medidas cautelares de isolamento e segurança, para em seguida acionar profissionais capacitados, sejam eles apicultores cadastrados ou funcionários do serviço de controle de zoonoses para fazer a retirada das abelhas.
O alerta é para que sob-hipótese alguma uma pessoa tente remover a colmeia caso não tenha equipamento de proteção individual próprio e em condições. E em ultimo caso se o enxame estiver fora de controle, inclusive de apicultores, a equipe do Corpo de Bombeiros exterminará as abelhas como última alternativa.