Com mais de 20 obras espalhadas pelos quatro cantos da cidade a parceria firmada pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), e o prefeito Marquinhos Trad (PSD), intensificam a retomada do desenvolvimento da capital.

O governador Reinaldo Azambuja, no lançamento do projeto "Juntos Por Campo Grande", que foi criado no ano passado para marcar a parceria das gestões e lançar obras, destacou a necessidade do trabalho em conjunto.

“Soubemos resgatar essa história de (parcerias), aquilo que ficou muito tempo paralisado e olha o quanto a capital perdeu nesses anos por não ter muitas vezes, não é nem uma afinidade política, uma afinidade de responsabilidade de gestores em benefício das pessoas que mais sofrem quando o poder público não caminha na mesma direção”.

Obras

A parceria dos governos, por exemplo, garantiu o fim dos congestionamentos da rotatória da Via Parque. As obras de readequação viária da rotatória começaram em março do ano passado. O projeto de reestruturação da rotatória se arrastava desde 2014 , quando foi assinado o convênio com o Detran para custear a obra, que custou R$ 1.623.015,50.

A Agetran simulou todos os dados de fluxo de veículos no local por meio de um programa computadorizado, feito com base em contagem diária de veículos, demonstrando que a redução da circunferência da rotatória, aumento da largura das pistas e implantação de semáforos e sinalização, haverá mais rapidez e segurança para motoristas, motociclistas e pedestres. No local foram instalados semáforos, houve a redução da rotatória e o alargamento das vias para melhorar a fluidez do trânsito.

A parceria também possibilitou o início da construção de 1.072 apartamentos populares nos bairros Tarumã (Portal das Laranjeiras), Sírio Libanês I, II e III e Aero Rancho I e II. Ao todo, foram investidos R$ 109 milhões em todas as construções, sendo R$ 19 milhões de contrapartida do Governo de Mato Grosso do Sul. O agente financeiro dos projetos é a Caixa Econômica Federal e os recursos federais são do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

Depois de anos paralisado, o PAC Pavimentação também foi destravado e iniciaram as obras do complexo Mata do Jacinto, Nova Lima, Santa Luzia e Altos do São Francisco. Somente na etapa do Santa Luzia foram investidos R$ 15 milhões, sendo R$ 13.727.273,33 de recursos  de um  financiamento  contratado em 2014 junto à Caixa Econômica Federal (PAC – Pavimentação), e uma contrapartida de R$ 1.290.639.31, R$ 600 mil viabilizados no ano passado. Foram implantados 6 quilômetros de drenagem; 10,4 quilômetros de asfalto e 4 quilômetros de recapeamento nas ruas São Ramão e Santa Rosa.

Além disso, a parceria das gestões pôs fim ao drama dos moradores da antiga Cidade de Deus. Eles ganharam uma profissão, salário e, agora, estão construindo suas próprias casas na comunidade do Bom Retiro. Serão construídas 40 unidades habitacionais, cada uma com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, em 46,07 m².

Segundo o diretor-presidente da Empresa Municipal de Habitação (Emha), Enéas Netto, as primeiras 40 moradias do Bom Retiro serão entregues em 26 de agosto, no aniversário de Campo Grande. As outras 96 devem ficar prontas em até seis meses. O estado liberou R$ 4,9 milhões para a compra do material e a prefeitura entrou com a qualificação dos trabalhadores.

As ruas da cidade também estão ganhando recapeamento. É o caso da avenida Castelo Branco, acesso ao bairro Estrela do Sul; avenida Tamandaré, até a Júlio de Castilhos, além da Euller de Azevedo, da Ernesto Geisel à avenida Presidente Vargas. Outro destaque é a conclusão das etapas A, B e E do complexo Mata do Jacinto para controle de erosão do Parque Sóter.