“Favorecemos carinho, acalento, o que a gente procura trabalhar muito em uma unidade neonatal é a questão da humanização”, conta Patrick Sales, 24 anos, fisioterapeuta neonatal.

13 de outubro é comemorado o Dia do Fisioterapeuta, profissão que trabalha na promoção de saúde, na prevenção de danos e na recuperação de doenças. Quando o bebê nasce prematuro, os sistemas fisiológicos dele não estão prontos, é nessa adaptação que entra o profissional.

Os pacientes que estão dentro de uma unidade neonatal são aqueles que nasceram prematuros, ou aqueles que tiveram alguma irregularidade durante o parto. Esses recém-nascidos precisam de um cuidado intensivo, e nessa parte que entra o fisioterapeuta neonatal, dando inicio ao tratamento.

Na área do neonatal, o profissional ajuda o recém-nascido na adaptação fora do útero, nessa etapa são vários procedimentos a serem seguidos, como tubo para respirar, acesso para medicação, sondas para ser alimentar, ventilação mecânica. O fisioterapeuta ajuda no gerenciamento, fazendo o desmame dessas técnicas, gradativamente, mantendo as áreas nasais livres. “Utilizamos manobra de higienização bronquita, aspiração, tem bebê que às vezes o pulmão acaba fechando bruscamente, ai temos de abrir esse pulmão utilizando uma manobra de reexpansão pulmonar, cuidamos de todo fortalecimento da respiração”, explica Patrick.

“Trabalhamos com os sentidos, estimulo tátil, estimulo sonoro, visual, consciência corporal, tudo através de movimentos e mobilizações, o recém-nascido que é prematuro, pula uma parte do desenvolvimento dele no útero, que faz com que as fibras musculares sejam diferenciadas, a gente dá esse estimulo”, Ressalta Sales.

O fisioterapeuta formado há três anos conta que teve um motivo muito especial para cursar fisioterapia. “Desde criança eu tenho muito contato com hospital, eu tinha um problema cardíaco, e vivia na correia de hospital. Apesar de eu estar em uma situação ruim, precisar estar sendo atendido, era uma coisa que me encantava, por que eu via pessoas fazendo bem a outras, salvando, no meu caso, a equipe me tirava de uma crise de arritmia, isso me encantou muito”, explica

Taygra Prates de 26, fotógrafa, conta que o bebê dela nasceu de cinco meses e praticamente sem pulmão, precisando de fisioterapia respiratória. “A fisio foi importante por que eu não sabia muito bem o que um fisioterapeuta fazia a visão geral, e com certa ignorância é que faz massagem. Mas dentro da UTI eu pude ver e valorizar.”, explica.


Aos poucos o Henrique, bebê de Taygra foi melhorando, não precisou mais de métodos invasivos para respirar. “O doutor Patrick fazia as manobras no tórax para poder melhorar a respiração, pro final tivemos fisioterapia motora, por que o prematuro ele tem um atraso motor em relação aos bebês que nascem no tempo certo,” finaliza.

Semanalmente, o doutor Patrick Sales dá dicas no Instagram dele sobre procedimentos e cuidados com os bebês recém-nascidos que precisam de neonatal. Clique aqui e acompanhe.