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Instituto Mirim tem primeira classe de Músico Aprendiz remunerado em 2020
Os 27 alunos selecionados para o curso aprendiz passam por aula teórica até dia 2 de dezembro
A parceria entre o Ministério Público do Trabalho e empresas privadas que têm que cumprir cota alternativa, possibilitou a abertura da primeira turma do curso “Aprendiz Músico Intérprete Instrumentista”, e mais de 20 jovens e adolescentes que integram a Banda Marcial do Instituto Mirim de Campo Grande, agora serão contratados e remunerados.
A aula inaugural que marca o início de uma nova oportunidade de trabalho aconteceu na quarta-feira (18), na sede do Instituto. Os 27 alunos selecionados para o curso aprendiz passam por aula teórica até dia 2 de dezembro, quando as práticas serão integradas.
Durante o evento, o prefeito Marquinhos Trad ressaltou a importância das parcerias e de uma nova oportunidade aos jovens e adolescentes. “Com as instituições e parcerias privadas fica mais fácil viabilizar ações como essas. Hoje eles estão iniciando não só uma nova turma aqui, mas também a oportunidade de descobrir uma vocação e ser remunerado estudando música, descobrir e seguir um sonho”, disse.
A iniciativa surgiu da necessidade de empresas que precisam contratar aprendizes para cumprir cota, mas não podem empregá-los nesses cargos por serem atividades insalubres. Após termo de ajuste de conduta para o cumprimento da lei, os integrantes serão contratados e cedidos para o próprio instituto. “Eles são contratados e recebem pela empresa, mas são cedidos e cumprem a carga horária de 20h semanais aqui no próprio instituto”, explicou o maestro da banda Marcelo dos Santos.
Procuradora-chefe do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul, Cândice Gabriela conta que esse é o primeiro curso de aprendizagem em música do Estado, servindo de inspiração para outras iniciativas.“Isso abre porta para adolescentes em situação de vulnerabilidade que têm aptidão para essa área artística, aproveitando já o trabalho que era feito pelo Instituto como uma atividade extracurricular aos finais de semana e não remunerada, dando mais uma oportunidade de inserção no mercado de trabalho através desse viés. É uma atividade profissional, além disso, nós temos o curso de música na nossa universidade federal, então com certeza é uma potencial profissão”, concluiu.