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Motoristas de Uber do Reino Unido passam a ter salário mínimo e férias
Cenário no Brasil, porém, é de manifestação por melhorias da categoria
A Uber está reclassificando seus 70 mil motoristas no Reino Unido depois que a Suprema Corte local manteve uma decisão no mês passado de que eles deveriam ter direitos trabalhistas e não ser tratados como contratados independentes.
Na terça-feira (16) desta semana, a companhia confirmou que, como "trabalhadores" - uma classificação exclusiva da lei trabalhista no Reino Unido que fica abaixo de "empregado"- os motoristas terão direito a salário mínimo, férias e pensão.
A empresa não aplicou, no entanto, as alterações aos parceiros de entrega de comida do Uber Eats, apenas aos motoristas de passeio.
O salário mínimo, segundo a Uber, será baseado no tempo de atividade dos condutores entre a aceitação de viagens e sua finalização.
Como parte da medida eleitoral, a Uber continua a tratar seus motoristas como contratados independentes, mas com algumas novas concessões de benefícios. Entre elas, uma garantia de ganhos mínimos com base no "tempo de compromisso", quando um motorista está atendendo a uma solicitação de viagem ou entrega, mas não o tempo que eles gastam esperando por um chamado.
Já no Brasil, motoristas de aplicativo reivindicam reajuste de tarifas e fim de promoções, além do aumento dos repasses por parte das plataformas 99 POP e Uber.
Na quarta-feira (17), esses trabalhadores se reuniram em forma de protesto, deixando o aplicativo desligado por 24 horas em vários Estados. Campo Grande mobilizou centenas de motoristas em uma carreata, que passou pelos principais Poderes do Estado: Assembleia Legislativa, Governadoria, Câmara Municipal e Prefeitura. O protesto foi pacífico.