Após sofrer um acidente, Filomena Damacena da Silva de 71 anos, conseguiu na Justiça uma vaga na Santa Casa depois de quase duas semanas, para fazer uma cirurgia no fêmur.

O filho, Adriano Marcelo de 42 anos, conta que o acidente foi no início de janeiro, onde quebrou o fêmur na junção com a bacia. “Já fez duas cirurgias em Aquidauana, não surtiu resultado, a indicação do especialista é fazer um transplante da cabeça do fêmur, e o hospital referência é Santa Casa de Campo Grande, a gente está brigando há 11 dias pela vaga”, a tal vaga saiu ontem (28/02)  de decisão judicial da Comarca de Terenos.

Porém, segundo ele, quando chegou na Santa Casa às 20h, o médico plantonista falou que pode ser feita uma nova cirurgia do mesmo modo das duas primeiras e que pode ser feita em Aquidauana. "Não aceitou ela, deu alta pra minha mãe”.

Adriano ressalta que a mãe está cheia de feridas por estar deitada há mais de 60 dias, tomando fortes remédios para dor e calmantes. “Mesmo com decisão judicial e avaliação de um especialista no caso, a Santa Casa se nega a atender minha mãe. Aquidauana não tem essa especialidade”, agora Filomena aguarda ambulância para voltar a Aquidauana.

Ao JD1 Notícias, a Santa Casa, a  paciente em questão foi atendida na Santa Casa, avaliada, medicada e recebeu alta hospitalar com orientações para ser encaminhada à unidade de origem para o tratamento adequado, devido ao grande fluxo de pacientes no Pronto-socorro e com a pré-ortopedia aguardando vaga para procedimentos cirúrgicos.

Confira a nota completa.

"A Santa Casa de Campo Grande esclarece o caso da paciente Filomena Damacena da Silva, que foi encaminhada à revelia do Núcleo de Regulação da Instituição, mesmo após orientações e explicações dos médicos especialistas, com histórico clínico de realização de procedimentos em município do interior de Mato Grosso do Sul e com complicações pós-operatórias.  A paciente em questão foi atendida na Santa Casa, avaliada, medicada e recebeu alta hospitalar com orientações para ser encaminhada à unidade de origem para o tratamento adequado, devido ao grande fluxo de pacientes no Pronto-socorro e com a pré-ortopedia aguardando vaga para procedimentos cirúrgicos.

Vale ressaltar que hospital segue o fluxo instituído pela Central de Regulação, atendendo as urgências e emergências, que nos casos de procedimentos eletivos, são direcionados para tratamento e acompanhamento ambulatorial até que seja realizado o procedimento, evitando risco de deixar o paciente em desassistência. Ainda assim, informada a situação, como explicado acima, a paciente foi encaminhada à revelia da Regulação Interna da instituição e após ser avaliada, foi liberada pelo mesmo motivo que havia sido informado via sistema e encaminhada a unidade de origem para serem tomadas as condutas necessárias.

É importante destacar que a judicialização está direcionada à prefeitura de Aquidauana e ao Estado e em momento algum se refere à Santa Casa de Campo Grande. Essas instituições são as responsáveis por providenciar o tratamento adequado ao paciente. Também vale destacar que a paciente possui um histórico de dois procedimentos ortopédicos na cidade de origem e com complicações, mas só agora foi informando à família que lá não é referência para o caso.

Reiteramos que a Santa Casa de Campo Grande mantém seu compromisso de salvar vidas, mas de forma segura e que todo risco de desassistência ao paciente será intervindo de forma que este não ocorra em nossa instituição".