Completa nesta segunda-feira (14), quatro anos desde o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. A data foi marcada com uma missa pela manhã na Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro.

O assassinato da vereadora ainda é investigado, mas os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, os dois principais suspeitos de serem os autores do crime, seguem presos, com Lessa preso desde 2019 na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande.

O pai da vereadora, Antônio Francisco da Silva Neto, reafirmou que o assassinato de sua filha não pode seguir sem resposta e sem a punição dos responsáveis pelo crime.

“Quatro anos se passaram e ainda não temos a resposta que tanto nós, família de Marielle, e a sociedade, quer: quem são os mandantes e por que mataram Marielle. Esse crime não pode ficar sem resposta”, disse Antônio.

A viúva de Marielle, Mônia Benício, também ressaltou a importância do crime ser investigado, e garantiu que não existe crime sem resposta.

“Além de perguntar quem mandou matar Marielle e por que, devemos perguntar a quem interessa que o caso da Marielle não seja elucidado. A gente sabe que, infelizmente, foi um crime muito sofisticado, muito bem executado, mas a gente também sabe que não há crime sem resposta”, disse a viúva.