Após algumas horas de bloqueio, a BR-163 em Campo Grande foi liberada pelos manifestantes do MPL (Movimento Popular de Lutas). O grupo chegou a entregar reinvindicações para melhorias e fortalecimento do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), à superintendência do órgão.

Para a imprensa, a juíza federal aposentada e ouvidora agraria nacional do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Claudia Maria Dadico, relatou que as famílias acampadas nas margens das estradas estão sofrendo algumas violências. “Estão sendo vítimas de ataques e estão em situação de insegurança, então eles exigem um tratamento mais emergencial. Esse tratamento está sendo dado aqui, essa pauta mais emergencial foi entregue aqui à Superintendência do INCRA, e essas situações já vão ser solucionadas com o menor período de tempo possível”, disse.

Além das situações emergenciais, os manifestantes estão reivindicando também alterações de médio e longo prazo, como a melhor estruturação do INCRA, novos concursos, valorização da carreira e outros. Claudia pontuou que as solicitações possam começar a ser atendidas em 2024, pois existe a expectativa de um orçamento maior seja destinado ao INCRA.

O superintendente do INCRA, Paulo Roberto da Silva, esteve na BR-163 acolhendo as reinvindicações do grupo. Para os manifestantes, ele comentou que na quinta-feira (26), está marcado um seminário para dialogar e construir um planejamento sobre a possibilidade de aquisição de áreas para assentados.

“Ali onde eles estão acampados, é uma coisa provisória, eles estão ali porque não tem pra onde ir, não é? Estão lá reivindicando a terra e por isso nós vamos, na quinta-feira, discutir isso. A estimativa é de que MS tenha entre 6.500 e 7.500 famílias acampadas, divididas entre 18 movimentos”, disse Paulo.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) acompanhou a manifestação, que foi pacífica do começo ao fim, sendo feita com galhos de árvores, faixas e as pessoas envolvidas no movimento.