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Prova de processo seletivo para professores "vaza" e indigna candidatos na Capital
Em grupos de WhatsApp, professores reclamaram da banca organizadora e relataram que candidatos chegaram a se urinar e defecar após serem proibidos de usarem o banheiro
Aconteceu no domingo (17) a prova do processo seletivo para professores temporários da Secretária de Estado de Educação (SED), porém, antes mesmo de seu encerramento, houve vazamento do exame em grupos de WhatsApp.
Segundo o edital do processo seletivo, organizado pelo Instituto Avalia, o candidato não estava autorizado a se retirar do local de aplicação das provas portando o caderno de questões, em nenhum momento. Apesar da proibição, o que aparenta ser um escaneamento da prova foi parar em grupos de professores.
Ao JD1, uma professora, que preferiu não se identificar, denunciou a situação e expressou sua indignação com toda a situação. “Nós não estávamos autorizados a trazer o caderno [de questões] para casa, mas aí acaba vazando. Isso é indignante”, comentou.
Em grupo de WhatsApp, o sentimento foi compartilhado por vários professores, que também relataram o descaso por parte da banca realizadora do processo seletivo.
Imagem: ReproduçãoSegundo uma das mensagens, alguns candidatos chegaram a urinar e evacuar (defecar) em suas roupas, já que estavam proibidos de deixarem a sala antes de uma hora do início da prova. Em outra reclamação, um candidato conta que sofreu uma crise de ansiedade, mas se manteve em silêncio por conta do descaso que presenciou.
Resposta do Instituto Avalia
O JD1 entrou em contato com o Instituto Avalia, que em nota informou que a prova não foi vazada, além de afirmar que as suspeitas iniciais, que a prova teria sido escaneada ainda dentro da sala, não são verídicas.
“O Instituto nega veementemente o vazamento das provas ou a quebra de sigilo do material, que permaneceu sob guarda e escolta. Afirmamos que, em hipótese alguma, qualquer candidato tenha escaneado a prova dentro da sala de aula. O que ocorreu é que, decorrido mais da metade do tempo de prova, uma pessoa mal-intencionada, descumprindo o edital e as instruções recebidas, conseguiu sair com um exemplar das provas e compartilhá-la nas redes sociais”, diz trecho da nota.
O instituto ainda afirma que “não medirá esforços para apurar, encontrar e responsabilizar civil e criminalmente” o responsável pelo vazamento do caderno de questões.
Caso a pessoa responsável pelo vazamento seja identificada, ela pode responder por furto qualificado por destreza e fraude em certame de interesse público, crimes que se somados, totalizam uma pena acima de 8 anos de prisão, além do pagamento de multa.
A organizadora não respondeu os questionamentos sobre o descaso sofrido pelos candidatos.
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