O velório de Luana Azevedo da Silva, de 39 anos, morta dentro de casa ao ser atingida por uma bala perdida, aconteceu nesta segunda-feira (04). Os filhos da manicure estavam bastante abalados, e foram amparados por familiares e amigos.

“A ficha dele não caiu ainda. Mas a da filha caiu a hora que viu mãe deitada ali. Eles tão tentando lidar da melhor forma possível. Ele tá sorrindo, abraçando todo mundo, cantou uma música. Mas ela não tá conseguindo lidar agora", disse o tio deles por parte paterna, Marcos Vinícius.

A filha, que preferiu não se identificar, chorou bastante e teve que ser amparada. Enquanto que Davi, de 17 anos, pede por justiça. Ao JD1 Notícias, o adolescente conta que a mãe nunca fez mal a outra pessoa, mas quando ela precisou, ninguém a amparou.

“Gritei pedindo ajuda e ninguém fez nada, só a família ajudou, a PM não chamou a ambulância, ambulância demorou para chegar, cheio de gente ninguém ajudou ela”, disse o jovem.

Davi conta que a mãe foi atingida quando foi chamá-lo para entrar para casa, em meio aos disparos. Quando ele percebeu que Luana havia sido atingida, mesmo acreditando que ela estava bem, foi até base da Guarda Civil Metropolitana (GCM) do Estrela do Sul, mas não encontrou nenhum guarda para ajudá-lo.

Quando retornou, percebeu que Luana não estava bem, e teve que arrombar o portão de casa junto com os familiares. A vítima era querida por todos e era a melhor amiga do filho. Que agora, pede que os culpados paguem pela morte de Luana.

“Estamos atrás dos direitos, um bairro que era pra ser tranquilo, mas duas mortes são tratadas como normais”, finalizou Davi.

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