Interior
Menina de 4 anos morre após ser picada por escorpião em Três Lagoas
Criança recebeu os primeiros atendimentos na UPA e foi transferida para o Hospital Auxiliadora, mas não resistiu
Uma menina de 4 anos morreu neste domingo (1º), após ser picada por um escorpião em Três Lagoas, a 327 quilômetros de Campo Grande. A criança chegou a receber os primeiros atendimentos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e, posteriormente, foi encaminhada ao Hospital Auxiliadora, mas não resistiu.
O sepultamento está previsto para esta segunda-feira (2), às 10h. A morte reforça o alerta sobre os riscos de acidentes com escorpiões, principalmente entre crianças. Dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), apontam que 20 dos 33 acidentes graves registrados em Mato Grosso do Sul entre 2024 e 2025 envolveram crianças com menos de 10 anos.
No mesmo período, o Estado contabilizou 8.528 acidentes com escorpiões. Campo Grande liderou o número de notificações, com 2.888 casos, seguida por Três Lagoas, com 809, e Dourados, com 412.
Os escorpiões costumam se esconder em locais escuros e úmidos, como ralos, caixas de esgoto e entulhos. Para reduzir o risco de acidentes, a orientação é manter quintais limpos e livres de materiais acumulados, vedar frestas e instalar telas de proteção em ralos.
Também é importante verificar roupas, toalhas e calçados antes de utilizá-los, especialmente quando ficam guardados ou em contato com o chão.
O que fazer em caso de picada
A SES (Secretaria de Estado de Saúde) orienta que, em caso de picada, a vítima procure atendimento médico imediatamente em uma unidade de saúde com funcionamento 24 horas, como UPAs e CRSs (Centros Regionais de Saúde).
A recomendação é não cortar ou furar o local da picada, não fazer torniquete e não aplicar qualquer substância sobre a ferida. Se possível, o animal deve ser capturado com segurança ou fotografado para facilitar a identificação e auxiliar no diagnóstico. O soro antiescorpiônico é disponibilizado exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Em Mato Grosso do Sul, as principais espécies encontradas são o Tityus confluens, conhecido como escorpião-amarelo, associado a acidentes moderados, e o Tityus bahiensis, chamado de escorpião-marrom, que pode provocar quadros graves, principalmente em crianças.