A Chinesa Alibaba Group demitiu uma funcionária que em agosto denunciou um caso de estupro com acusações contra um cliente e também contra o próprio chefe, de acordo com matéria do jornal apoiado pelo governo chinês Dahe Daily. 

A funcionária teria recebido notificação de demissão ao final do mês de novembro e publicou uma cópia desse documento, onde é acusada de ter espalhado informações falsas sobre ter sofrido violência sexual e, também, sobre o posicionamento da empresa, já que ela teria divulgado que a gigante do e-commerce não agiu adequadamente em relação ao seu caso. 

A notificação diz, ainda, que a funcionária "causou grande preocupação social que teve um impacto negativo na companhia", fatos negados pela moça. "Não cometi nenhum erro e certamente não aceitarei esse resultado. E, no futuro, usarei os meios legais para proteger meus direitos e interesses", afirmou a vítima na entrevista ao jornal.

Nem a empresa e nem o advogado do funcionário envolvido na acusação se manifestaram publicamente sobre o assunto.

O caso

Em agosto, a funcionária teria publicado um relato de 11 páginas na intranet da empresa, relatando que teria sido obrigada a acompanhar o chefe em uma viagem de trabalho, a fim de encontrar um dos clientes na cidade de Jinan, a aproximadamente 900 quilômetros de Hangzhou, onde fica a sede do Alibaba. Na ocasião, segundo relata, a jovem teria sido estuprada pelos dois.