Internacional
OMS elogia doação do Brasil; MS havia sugerido ação ao Ministério da Saúde
Doação foi anunciada na segunda-feira pelo ministro da Saúde; MS havia sugerido ação
O diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, comemorou nesta quinta-feira (23) a doação brasileira de 10 milhões de doses de vacina contra a covid-19 para o consórcio Covax Facility. Pelo Twitter, Adhanom afirmou que a medida “irá acelerar o fim da pandemia”.
A medida foi anunciada na segunda-feira (20) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Na ocasião, ele afirmou que além das 10 milhões de doses iniciais, outras 20 milhões de doses podem ser doadas posteriormente, totalizando ao menos 30 milhões de unidades da vacina. A efetivação da doação dependerá da manifestação de interesse e anuência de recebimento do imunizante pelo país beneficiado.
Ofício de MS

No início do mês de dezembro, o secretário de Estado de Saúde de MS, Geraldo Resende, chegou a enviar um ofício ao Ministério da Saúde com sugestão de que se doasse o excedente de vacinas para países vizinhos e, ainda, a países pobres com baixo índice de vacinação.
No dia do anúncio, o secretário manifestou-se à Reportagem do JD1 Notícias. "Fico muito feliz com o fato de que uma sugestão que fizemos no começo deste mês ao Ministério da Saúde esteja sendo atendido. Na oportunidade, enviamos um ofício ao ministro Marcelo Queiroga, mostrando ser imprescindível a doação de doses disponíveis de vacina contra a Covid-19, principalmente aos países vizinhos do Brasil, no caso de Mato Grosso do Sul, especificamente o Paraguai e a Bolívia, por encontrarem-se com baixa cobertura vacinal, naquela época abaixo de 50%", afirmou Resende.
O secretário ainda explicou que a baixa oferta de vacinas proporciona a possibilidade de aparecimento de novas mutações. "Reafirmo o que dissemos no ofício ao Ministério da Saúde: a iniquidade da oferta de vacinas em todo o mundo, em tese, é responsável pelo surgimento da variante Ômicron (B 1.1.529), com grande potencial de escape de resposta imune e possível impacto, no aumento de casos, hospitalizações e óbitos".