Justiça
Justiça intima homem para decidir "guarda" de doguinho resgatado
O atual "humano do cachorro" deve decidir se quer permanecer com o bichinho
No último dia 27 de setembro a Justiça de Mato Grosso do Sul emitiu um mandado de intimação solicitando a Jando Ramiro Soares, fiel depositário que ficou com a tutela do cão "Faísca", resgatado de uma situação de maus-tratos no ano passado, que decida sobre manter-se como tutor do cachorrinho.
Faísca, segundo os autos, foi colocado em posse de Soares logo após os fatos que levaram à prisão de seu dono anterior.
Entenda:
Em 21 de outubro no ano passado, Delaor Hercílio Raulino foi preso em flagrante por maus-tratos contra o cachorro "Faísca", que era mantido preso a uma corrente colocada diretamente no pescoço e com uma guia, também de corrente, de 15 metros.
O animal não tinha água potável para consumo e, nos três recipientes que estavam à disposição do bichinho, foram encontradas sujidades e resíduos. Além disso, o cão não tinha abrigo adequado, e vivia em uma caixa d'água de amianto. No local onde foi flagrada a situação, ainda funcionava um pesqueiro dfe forma irregular, sem licença ambiental, por quatro anos.
Delaor, o então dono do cachorro, foi preso em flagrante e, posteriormente, o acusado fez um Acordo de Não Persecução Penal, que o levou a pagar uma multa no valor de R$ 1.045, equivalente a um salário mínimo, em favor do Fundo Municipal de Meio Ambiente. O Ministério Público, então, pediu a extinção de punibilidade, em razão do cumprimento da obrigação pecuniária imposta.