A 1ª Vara Criminal de Campo Grande negou recurso do deputado Jamilson Lopes Name (sem partido) que pedia o desbloqueio de contas bancárias no valor de R$ 18,2 milhões, em troca do empenho de uma fazenda avaliada em mais de R$ 19 milhões. 

Jamilson teve o valor bloqueado no final do ano passado, em dezembro, por ser réu em processo resultante da Operação Omertà, por lavagem de dinheiro e suspeita de integrar organização criminosa e, em fevereiro deste ano, teve ainda que enfrentar o pedido do Ministério Público Estadual para aumentar o valor bloqueado para quase R$ 90 milhões, pois, de acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o valor seria resultado do jogo do bicho. 

Apesar disso, o juiz Roberto Ferreira Filho negou o pedido do MP, mas manteve bloqueado o valor de R$ 18,2 milhões de Jamilson e Jamilzinho e do falecido Jamil Name. 

O advogado de defesa de Jamilson, Gustavo Passarelli, pediu em recurso a troca dos valores sequestrados em contas bancárias pelo empenho de uma fazenda avaliada em 19,2 milhões, em Corumbá, mas o pedido foi negado por Ferreira Filho, sob a alegação de que se trata de herança de Jamil Name (pai) e, por conseguinte, Jamilson não teria direito à totalidade do bem, não podendo, assim, oferecê-lo, e destacou que os valores bloqueados têm indícios de ser resultado de atos ilícitos, como a lavagem de dinheiro.