Após a Advocacia-Geral da União (AGU) publicar uma lista com dados que apontam para irregularidades, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski deu um prazo de 48 horas para os estados e o Distrito Federal se manifestarem sobre as supostas irregularidades na vacinação contra Covid de crianças e adolescentes.

De acordo com a lista liberada pela AGU mais de 57 mil crianças podem ter sido vacinadas irregularmente no país até dezembro de 2021 com vacinas não liberadas para menores de 18 anos. A instituição pede a suspensão de todos os programas de vacinação de crianças e adolescentes que violem as normas do Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, o único imunizante que tem seu uso autorizado em crianças e adolescentes na faixa etária dos cinco a 17 anos é o da Pfizer, mas segundos dados da Rede Nacional de dados em Saúde (RNDS), mais de 30 mil crianças receberam vacinas de outras marcas, com dados também de crianças na faixa dos zero a quatro anos imunizadas, mesmo com nenhuma vacina autorizada para crianças dessa idade.