A defesa do policial federal afastado, Everaldo Monteiro de Assis, solicitou à Justiça que impeça o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) de utilizar determinados materiais durante o julgamento. Everaldo é acusado de envolvimento na execução de Marcel Costa Hernandes Colombo, o "Playboy da Mansão", crime ocorrido em 18 de outubro de 2018.

Além de Everaldo, Jamil Name Filho e o ex-guarda municipal Marcelo Rios também são réus no processo, acusados da execução de Marcel. O MPMS pediu autorização para usar "vídeos, livros ou matérias jornalísticas que não guardam relação direta com o caso em análise" durante o julgamento. Exemplos que poderiam ser usados incluem matérias sobre a operação Omertà e a execução de Matheus Coutinho Xavier.

A defesa argumenta que tais materiais devem ser proibidos de serem apresentados aos jurados. Diz que o MPMS frequentemente usa elementos sem relação direta com os fatos da acusação, prejudicando a imagem dos réus. Eles criticam a cobertura da imprensa, afirmando que há uma "confluência discursiva entre mídia e o sistema de justiça criminal", resultando em um "viés acusatório" contra os réus.

Segundo a defesa, as reportagens são superficiais, tendenciosas e sensacionalistas, não respeitando o contraditório e a garantia de direitos. O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, deve analisar os pedidos. Os réus serão julgados por um júri popular pela execução a tiros do "Playboy da Mansão".

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