Júri
Testemunha diz que João Augusto comentava no trabalho que mataria esposa e bebê
Segundo relatou no júri, após o crime, o acusado enviou mensagens dizendo que estava com o carro e que o veículo “já estava começando a feder”
O relato de um colega de trabalho de João Augusto Borges de Almeida marcou o julgamento do acusado pela morte da companheira Vanessa e da filha do casal, Sophie de apenas 10 meses, nesta quarta-feira (27), em Campo Grande. Durante depoimento no Tribunal do Júri, Wellissom Matheus Velasquez, de 18 anos, afirmou que o réu já comentava no trabalho que pretendia matar a esposa e a criança, mas ninguém acreditava nas ameaças.
Conhecido do acusado e colega dele na empresa onde ambos trabalhavam na época do crime, Wellissom afirmou que João Augusto chegou a ligar para ele após os assassinatos e insinuou que queria ajuda para ocultar os corpos.
Segundo relatou no júri, o acusado enviou mensagens dizendo que estava com o carro e que o veículo “já estava começando a feder”. Durante o depoimento, uma das partes perguntou se João Augusto queria ajuda para “queimar o corpo”. “Quando estava trabalhando ele falou isso”, respondeu Wellissom.
O jovem contou ainda que, após ele deixar de atender as ligações, João Augusto parou de procurá-lo.
Durante o depoimento, Wellissom também afirmou que o acusado comentava com outros colegas de trabalho sobre matar Vanessa.
O julgamento ocorre sob forte esquema de segurança devido à repercussão do caso. João Augusto é acusado de matar Vanessa e Sophie em maio de 2025. Segundo a investigação, após uma discussão dentro da residência do casal, ele teria asfixiado Vanessa e estrangulado a bebê.