Maick Franklin Raimundo de Oliveira, de 38 anos, e Flabson Amaro dos Santos Alves, de 29 anos, são julgados pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (25), acusados pela morte de Darlan Alves Lemos, travesti que utilizava o nome social Dandara Vick. O crime aconteceu no dia 22 de março deste ano, dentro do Presídio de Segurança Máxima, no bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande.

Conforme os autos do processo, Dandara foi morta por asfixia após se recusar a cumprir uma ordem para trocar de cela. A denúncia aponta que a violência teria durado cerca de 50 minutos até resultar na morte da vítima. Uma toalha teria sido utilizada para provocar a asfixia.

Durante a investigação, Maick Franklin confessou participação no crime durante depoimento prestado à polícia. Posteriormente, porém, voltou atrás da declaração em juízo, alegando que a confissão teria sido obtida sob coação e ameaça, apontando suposta violência policial.

Já Flabson Amaro confessou a autoria do homicídio. Segundo seu relato, Darlan teria avançado contra ele portando dois objetos artesanais conhecidos como "chuchos". Os dois teriam entrado em luta corporal e, durante o confronto, a vítima teria desmaiado.

Ainda conforme a versão apresentada pelo acusado, após Darlan perder os sentidos, ele amarrou as mãos e os pés da vítima, utilizou uma toalha para apertar seu pescoço até que ela desfalecesse e, em seguida, os envolvidos acionaram policiais penais. Os servidores teriam chegado quando Dandara já estava morta.

O julgamento é presidido pelo juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Durante a sessão serão ouvidos os réus e as testemunhas do caso, além dos debates entre acusação e defesa perante os jurados.

Ao final, caberá ao Conselho de Sentença decidir o futuro dos acusados.

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