O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra a revogação imediata da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a apreensão de uma arma de sua propriedade com um de seus seguranças. Em parecer enviado nesta quinta-feira (25) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet afirmou que o episódio, por si só, não caracteriza uma falta disciplinar grave e que é necessário aguardar a conclusão das investigações antes de qualquer decisão.

Segundo o procurador-geral, a análise deve considerar não apenas o fato em si, mas também seus impactos jurídicos e sobre o cumprimento da medida cautelar. A manifestação atende a um pedido de Moraes, que determinou prazo de 48 horas para o parecer da Procuradoria-Geral da República. Após essa etapa, a defesa de Bolsonaro terá mais 48 horas para apresentar nova manifestação, antes da decisão do ministro.

A arma, uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro, foi apreendida no dia 15 de junho durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal com um de seus seguranças. Em depoimento à Polícia Civil, o ex-presidente afirmou que entregou a pistola ao funcionário para que fosse encaminhada ao conserto após apresentar uma falha de funcionamento.