A Justiça de Dourados discute a criação de um fluxo de atendimento para presos com dependência química. A proposta foi debatida na última sexta-feira (17), em reunião conduzida pelo juiz Ricardo da Mata Reis, com representantes da Agepen, da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e diretores de unidades prisionais do município.

Segundo divulgado, nas audiências de custódia realizadas na comarca, presos que se declaram dependentes químicos, alcoólatras ou tabagistas são questionados sobre o interesse em participar de tratamento para dependência química. O estabelecimento de fluxos e atribuições busca assegurar que os interessados recebam o acompanhamento necessário, inclusive com encaminhamento para uma unidade da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) após a colocação em liberdade.

Para o juiz Ricardo da Mata Reis, o empenho e o comprometimento dos participantes na construção de um modelo que contribua para a recuperação do preso são fundamentais para o sucesso da iniciativa. O magistrado também destacou a importância da Raps na elaboração dos fluxos, ressaltando que o papel do Poder Judiciário é atuar como facilitador, reunindo as partes envolvidas para a busca de soluções.

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