Luan Carlos Palnado Torres, de 29 anos, foi condenado pela Justiça a 1 ano e 6 meses de reclusão e quatro meses de detenção, em regime aberto, por lesão corporal. A condenação está relacionada a um episódio em que dois homens foram esfaqueados em Campo Grande.

O caso ocorreu em 22 de fevereiro de 2026, durante a madrugada, nas proximidades de uma conveniência localizada na Rua das Balsas, nº 257, no Conjunto Residencial Estrela do Sul. Inicialmente, Luan Carlos foi denunciado pela tentativa de matar as vítimas, não concluindo o intento por circunstâncias alheias à sua vontade, durante um desentendimento.

No decorrer do processo, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deixou de acusá-lo por tentativa de homicídio, passando a tratar os fatos como crime não doloso contra a vida.

A defesa de Luan Carlos requereu a absolvição sumária por legítima defesa e, subsidiariamente, a desclassificação dos crimes.

Ao analisar os autos, o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, decidiu pela condenação do réu por lesão corporal leve, prevista no artigo 129, caput, do Código Penal.

Na decisão, o magistrado apontou que a conduta de Luan Carlos se adequa ao delito de lesão corporal leve, especialmente pelo teor dos laudos periciais de exame de corpo de delito.

Segundo a decisão, a autoria também ficou comprovada. As provas colhidas durante o processo foram consideradas uníssonas no sentido de que Luan Carlos Palnado Torres foi o responsável pelas lesões corporais sofridas pelo ofendido.

Em razão da violência empregada, o juiz deixou de aplicar a suspensão condicional da pena. Segundo ele, a concessão do benefício configuraria risco de que o processo penal não atingisse sua finalidade de prevenção geral.

Com a condenação, Luan Carlos deverá cumprir a pena privativa de liberdade em regime aberto.

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