Cinco anos depois
Acusados de matar pai e filho em racha vão a júri nesta quarta em Campo Grande
Maicon Oliveira Bezerra e Thauan Gonçalves de Assis são acusados pelo MPMS de dolo eventual no acidente ocorrido na Avenida Cônsul Assaf Trad
Maicon Oliveira Bezerra, de 35 anos, e Thauan Gonçalves de Assis, de 28, sentam nesta quarta-feira (7) no banco dos réus do Tribunal do Júri de Campo Grande, cinco anos após o acidente que matou Anador Lopes e o filho, Joel dos Santos Lopes. O caso ocorreu em 6 de agosto de 2021, por volta das 17h40, na avenida Cônsul Assaf Trad, na região Norte da Capital, e envolve a acusação de participação em um suposto “racha” de veículos que terminou na morte de pai e filho.
Segundo a acusação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o caso envolve dolo eventual, que ocorre quando alguém aceita o risco de causar danos, mesmo sem querer. Conforme a acusação, os réus, que estariam na direção dos automóveis Volkswagen Fox e Chevrolet Corsa, teriam colidido com a motocicleta Yamaha Factor ocupada por Anador Lopes e Joel dos Santos Lopes, causando a morte dos dois.
A denúncia ainda descreveu que Maicon e Thauan não eram habilitados para dirigir veículos automotores, desrespeitaram regras de trânsito e estavam em velocidade excessiva.
Durante o andamento do processo, a defesa dos réus solicitou absolvição, nulidade de alguns pontos processuais e desclassificação para homicídio culposo, entre outros pontos. O juiz Aluizio Pereira dos Santos, porém, decidiu mandar a dupla a júri popular.
Para tanto, o juiz considerou vetores indicativos de que os réus possam ter atingido a motocicleta em alta velocidade. Cabe aos jurados que formam o Conselho de Sentença decidir se acolhem as teses da acusação ou da defesa dos réus.
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