Os alagamentos no Rio Grande do Sul, que iniciaram no final de abril, afetaram mais de 7 mil famílias indígenas em pelo menos 60 aldeias, terras e reservas espalhadas pelo estado.

A informação faz parte de um levantamento feito pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). De acordo com os dados, 1.846 famílias foram atingidas diretamente pelo desastre natural e outras 5.415 foram afetadas indiretamente.

Entre os danos, registrados estão a destruição de aldeias pelas enchentes e o isolamento por estragos em estradas.

Comunidades do povo guarani, localizadas na região metropolitana de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, foram completamente alagadas. As etnias Kaingang e Charrua também foram impactadas pelo desastre.

Ao todo, 466 famílias estão desalojadas. Não há óbito de indígenas confirmado, porém, 148 famílias estão ilhadas na Terra Indígena Rio da Várzea, no município de Liberato Salzano.

O secretário Nacional de Direitos Territoriais Indígenas, Marcos Kaingang, está na região para acompanhar os resgates e a ajuda humanitária aos grupos, que estão em abrigos organizados para receber temporariamente as famílias.

Um plano pós-enchente também vem sendo pensado em conjunto com as entidades envolvidas.

A presidente da Funai, Joenia Wapichana, esteve na aldeia Polidoro, em Porto Alegre, onde vivem indígenas Charrua. Ouviu relatos sobre os impactos das chuvas na comunidade, como a escassez de água potável. Além disso, existe a preocupação de que os próximos temporais levem os telhados das casas.

JD1 No Celular

Acompanhe em tempo real todas as notícias do Portal, clique aqui e acesse o canal do JD1 Notícias no WhatsApp e fique por dentro dos acontecimentos também pelo nosso grupo, acesse o convite.

Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 no iOS ou Android.