A multinacional Arauco adotou o uso de drones no lançamento de cabos de alta tensão para a instalação da linha de transmissão do Projeto Sucuriú, em Mato Grosso do Sul. A tecnologia permitiu atravessar áreas nativas com o menor impacto sobre a vegetação.

O método aéreo substituiu o processo convencional de abertura de faixas no solo, preservando 33,29 hectares de vegetação do Cerrado. A medida evitou a emissão de 4.566 toneladas de dióxido de carbono que continuam estocadas nas florestas da região.

A linha de transmissão terá 91 quilômetros de extensão para conectar a futura fábrica de celulose de Inocência ao Sistema Interligado Nacional, em Selvíria. A estrutura vai gerar 400 MW de energia, com metade excedente destinada ao abastecimento público.

Além dos drones, a empresa elevou a altura de torres para proteger Áreas de Preservação Permanente e está instalando 1.515 sinalizadores para evitar a colisão de aves. A inovação é finalista do IV Prêmio Ipê Amarelo de Meio Ambiente do Crea-MS.

Com investimento de US$ 4,6 bilhões, o Projeto Sucuriú terá capacidade de produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. A obra deve gerar 14 mil empregos no pico da implantação e tem previsão de entrar em operação até o final de 2027.