Policiais Militares Ambientais de Campo Grande fiscalizaram, na segunda-feira (14) matadouros clandestinos após denúncias. Os abatedouros ficavam no assentamento Santa Mônica, em Terenos. Dois abatedouros foram fechados e dois homens foram autuados em R$ 11 mil pot atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental e posse de motosserra e arma ilegal.

No lote 98, pertencente a um assentado de 34 anos, havia um matadouro clandestino de gado bovino e ele estava carneando uma novilha pendurada em uma talha. O infrator afirmou que abatera o bovino com faca, mas em vistoria no local, foi encontrado um rifle, marca Winchester calibre 22, com sete munições sem documentos, utilizado no abate. A arma e munições foram apreendidas.

Próximo ao matadouro ilegal havia uma caminhonete Chevrolet S10 pertencente ao infrator e na carroceira havia partes do animal escondidas por uma lona, além de uma motosserra sem documentos que foi apreendida, juntamente com a carne clandestina. Carcaças e restos de animais abatidos anteriormente foram encontrados queimados no local.

As atividades foram interditadas. O infrator, residente no lote, foi autuado administrativamente em R$ 5.000,00 por funcionar atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental e em R$ 1.000,00 pela posse da motosserra ilegal.

Próximo dali, no lote 72, outro abatedouro clandestino foi fechado. No momento em que os Policiais chegaram, o proprietário do lote e do abatedouro também carneava um bovino. No local também foi encontrado um rifle, marca Winchester calibre 22 sem documentos, utilizado no abate. A arma foi apreendida juntamente com a carne clandestina. As atividades foram interditadas. O infrator, de 55 anos, residente em Campo Grande, foi autuado administrativamente em R$ 5.000,00 por funcionar atividade potencialmente poluidora sem licença ambiental

Em nenhum dos locais existia qualquer estrutura de higiene e de tratamento dos resíduos. A carne apreendida foi levada para destino adequado em um curtume por agentes da vigilância sanitária que participaram da operação.

Os infratores receberam voz de prisão pelo porte ilegal das armas e foram conduzidos, à Delegacia de Polícia Civil de Terenos, onde foram autuados em flagrante e saíram depois de pagamento de fiança. Eles também responderão por crime ambiental de funcionar atividade potencialmente poluidora sem autorização ambiental, com pena prevista de três meses a um ano de detenção.