Uma das linhas de investigações é de que o assassino João José Furtado Nunes, de 32 anos, tenha matado o enteado para tentar apagar as provas do assassinato de Daniela Luiz, de 30 anos, durante a noite de ontem (1°), em Ribas do Rio Pardo.

O delegado Bruno Santacatharina, contou ao JD1 Notícias como teria sido a dinâmica dos assassinatos. “O casal estava nos fundos, aparentemente tendo uma conversa amigável. Mas em determinado momento os dois discutiram e ele acabou matando ela a facadas. Percebendo o que tinha feito, João adentrou a casa e matou o enteado, depois tentou matar a mãe da mulher, mas não teve sucesso”, comentou.

Para Santacatharina, o homem poupou a criança de 4 anos pelo fato de ela ser muito nova. “É uma criança. Existe ainda a hipótese de ela ter visto os crimes, por conta de ter pedido socorro aos vizinhos”.

João foi assassinado dentro da casa onde morava, em um alojamento próximo a rodoviária da cidade. Usando a mesma faca que cometeu os assassinatos, o homem teria avançado para cima da polícia quando foi contido com tiros. O assassino chegou a ser socorrido, mas faleceu no hospital.

Pelo fato de ter morrido, as investigações estão praticamente encerradas, uma vez que não tem como ele responder pelo crime. Porém, a polícia irá esperar todas as análises técnicas e também resultados periciais para solicitar o arquivamento do caso.

Assassinatos –

Daniela Luz, de 30 anos foi morta a facadas pelo seu namorado na noite desta quarta-feira (1°) na cidade de Ribas do Rio Pardo e seu filho mais velho Gustavo Luiz dos Santos, de 14 anos, também foi encontrado morto na residência da família.

Uma mulher, de 52 anos, também foi alvo do ataque do suspeito, porém, ela conseguiu ser atendida por uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada a um hospital.

Ainda de acordo com a ocorrência, conhecidos da vítima relataram para a polícia que o namorado de Daniela era ciumento, possessivo e já havia ameaçado a mulher em outras ocasiões.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo como feminicídio majorado se praticado na presença de descendente ou de ascendente da vítima.