Polícia
Quadrilha presa com drogas e fuzil têm prisão preventiva decretada na Capital
Entendimento que a conversão do flagrante é uma garantia da ordem pública
A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu por decretar a prisão preventiva de Raquel Ximenez Vaez, de 26 anos, Luiz Henrique Sarat Cavalcanti, de 18 anos, e Bruno Caique Kumaki Soares, de 19 anos, presos após serem flagrados pelo Batalhão de Choque em um esquema de tráfico de drogas e corrupção de menores e posse irregular de arma de fogo em Campo Grande.
O trio passou por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (20) e a decisão foi assinada pelo juiz de Direito, Marcus Vinícius de Oliveira Elias. No documento, consta que a aceitação do pedido de prisão preventiva, vinda do delegado plantonista, é uma garantia de ordem pública.
"[...] a prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria e de perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado", diz trecho da decisão.
Em outro ponto, o juiz alega que é necessário novas diligências sobre a possibilidade de mais pessoas estarem envolvidas no crime.
"Ademais, trata-se de possível crime de associação para o tráfico de drogas, haja vista as circunstâncias fáticas narradas no inquérito policial. Logo, imprescindível a realização de novas diligências pela autoridade policial com a finalidade de individualizar a participação e cada integrante na associação criminosa, inclusive a possibilidade de envolvimento de demais pessoas".
Raquel, Luiz e Bruno serão encaminhados para o presídio.
O caso - Durante o policiamento na região, a equipe visualizou um Peugeot Griffe com a suspensão traseira elevada na rua George Chaia, transitando em zigue-zague, motivando a abordagem.
Segundo o boletim de ocorrência, Luiz é quem conduzia e após uma rápida verificação, foi constatado que o veículo havia sido furtado na cidade de Toledo, interior do Paraná. Dentro do carro estavam alguns tabletes de maconha.
Questionado, o autor relatou que comprou o carro por R$ 10 mil com uma pessoa no bairro Caiobá para usar na distribuição de entorpecentes de Ponta Porã para Campo Grande. Ele também indicou que alugou uma casa, no bairro Tijuca, para usar como depósito, onde teria uma grande quantidade de cocaína e maconha.
Na casa, estava o menor infrator, que tentou fugir após ver a aproximação da viatura policial. No imóvel indicado pelo motorista, havia 490 quilos de maconha espalhados pelos cômodos da casa. Também foi verificado existir a presença de Bruno na casa, que fazia a vigilância das drogas e recebia R$ 300 por dia pelo serviço.
Em outro imóvel indicado, no Parque dos Sábias, estava as drogas relacionadas a pasta base de cocaína. No local estava Raquel, que apresentou duas mochilas entregues por um familiar, mas que preferiu não indicar, porém falou sobre os volumes existentes guardados no seu quarto.
Na mochila estava uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, com dois carregadores, várias munições de calibre 5.56 e 9 milímetros. Na averiguação do cômodo, os militares do Batalhão de Choque encontraram um Rifle AR-15, de calibre 5.56 com 3 carregadores. Raquel tentou explicar que não tinha conhecimento dos objetos, dizendo apenas que guardou.
O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como tráfico de drogas, se envolve criança ou adolescente, corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos, com ele praticamento infração penal, adulteração de sinal identificador de veículo, posse irregular de arma de fogo, receptação, tráfico de drogas a associarem-se duas ou mais pessoas, associação criminosa armada ou se houver participação de criança ou adolescente.
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