A ex-deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, ré no caso do assassinato de seu marido, o pastor Anderson do Carmo, foi flagrada por agentes da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) do Rio de Janeiro com um celular dentro de sua cela.

Segundo a pasta, o aparelho foi encontrado na cela da ex-deputada no dia 11 de maio, mas só foi revelado nesta quinta-feira (13), e ela admitiu aos agentes prisionais que ela utilizava o celular para fazer ligações para o seu namorado.

O advogado Rodrigo Faucz, que representa Flordelis, disse que o aparelho esteve na cela da ex-deputada por 18 dias, trazido por outras presas, e que apesar da insistência delas, não fez o uso do celular até o dia em que ela foi flagrada com ele.

"No dia em que Flordelis o usou, por uma única vez, imediatamente ocorreu uma vistoria na cela e esta foi conduzida à presença da diretora da unidade da época, que à noite, sem a presença de advogados, tomou seu depoimento”, disse Faucz.

O advogado ainda disse que após o incidente, “esse procedimento passou a ser usado como objeto de chantagens e ameaças”.

 

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