Polícia
Operação desarticula esquema que fraudou R$ 180 milhões dos cofres públicos em MS
Conforme investigação, além dos juros, fraudes podem superar R$ 1 bilhão
A “Operação Alumidas” desencadeada nesta terça-feira (14), pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) deflagrou ação de combate a um esquema criminoso de fraude tributária estruturada, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, sendo sete em Campo Grande, três Paranaíba e um Sete Quedas que juntos somam R$ 180 milhões em fraude.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Roberto Gurgel, os envolvidos são pessoas que atuam no ramo de sucata e alumínio industrializados. "A sistemática era simulação de compra e venda que pudesse gerar um crédito tributário que através da sonegação de impostos gera prejuízo aos cofres públicos do Estado e da União. Essas pessoas estão sendo investigadas por crimes contra ordem tributária, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, organização criminosa", afirmou.
Também foram expedidos mandados em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará e Minas Gerais que juntos desviaram R$ 250 milhões da União. A pena para esse tipo de crime é de 9 a 28 anos de prisão.
Não houve mandados de prisões até o momento e a expectativa é que além de juros, outros valores, possam superar R$ 1 bilhão.
De acordo com a delegada Ana Cláudia Medina do Dracco havia um forte esquema para esconder os crimes. “Em Campo Grande, era o 'point' dos fraudes, com empresas de fachadas e contratação de laranjas e colocar os crimes em prática”. O esquema foi montado para beneficiar uma empresa específica em Paranaíba (MS), do ramo de sucata e alumínio, criada por residentes de Campinas, São Paulo.
“A estrutura simulava negociações, em Campo Grande era onde se estabelecia o núcleo organizacional da organização criminosa, responsável pelas empresas de fachada e contratação de laranjas para colocar o esquema em prática”, concluiu a delegada.
Participam da investigação em Mato Grosso do Sul o delegado-geral da Polícia Civil, Roberto Gurgel, Ana Cláudia Medina do Dracco, o auditor fiscal em São Paulo, Antônio Poli, da Receita Federal e o auditor fiscal da Receita Estadual, Valgney Ishimi.
JD1 No Celular
Tenha em seu celular o aplicativo do JD1 e acompanhe em tempo real todas as notícias. Para baixar no IOS, clique aqui. E aqui para Android.