Após receber diversos chamados na tarde de sábado (22), a Polícia Militar foi em auxílio aos funcionários e motoristas que queriam passar pela rodovia MS-156 em Dourados, em frente à empresa Conti Bier.

De acordo com a denúncia, cerca de 50 indígenas que estão morando em um terreno invadido da empresa Corpal, que fica atrás da distribuidora, estavam fechando a rodovia. Uma viatura foi até o local e tentou dialogar, mas sem sucesso o policial acabou sendo alvo de arremesso de pedras e pedaços de pau.

Nesse meio tempo surgiram mais ligações de funcionários da empresa Conti que disseram estar presos no local, pois não poderiam sair devido às ameaças dos indígenas que portavam facões, pedras e que simulavam estar com armas de fogo por baixo da camisa. Um caminhoneiro também acionou a Polícia Militar, pois estava sendo impedido de entrar na empresa e sendo ameaçado pelo grupo que fechava a rodovia.

No local, o grupo agitava bandeiras do partido PCO, pedindo ajuda aos povos indígenas.

Para conter a ação, foi acionado o efetivo da Força Tática do 3º BPM. E o Corpo de Bombeiros para apagar o fogo de áreas que foram incendiadas e dar socorro a mais de 30 funcionários da empresa que estavam passando mal no local.

Um membro do grupo indígena, identificado como Alessandro de Souza Filho, se apresentou como liderança e disse que não ouviria nada da PM e quando os policiais começaram a retirar o entulho da pista, os indígenas sob o comando do suspeito, atacaram os policiais e os ameaçaram dizendo que eles iriam morrer se fossem lá. "Não vamos sair da rodovia e ninguem vai passar ou sair sem nossa permissão", teriam dito, conforme registrado no boletim de ocorrência.

Com isso, vários integrantes das equipes policiais foram atingidos por pedras em seus capacetes e escudos. Sem outra alternativa, o Batalhão usou força moderada e instrumentos com menor potencial ofensivo, como granadas de gás lacrimogêneo e munições de impacto controlado visando coibir os ataques dos agressores.

Os indígenas recuaram para a área invadida atrás da empresa e continuaram arremessando objetos e a lançar rojões em direção à Tropa da Polícia Militar.

Logo depois os ânimos foram diminuídos e a rodovia foi liberada. Os funcionários que estavam passando mal e aqueles que estavam impossibilitados de sair aproveitaram e se deslocaram do local em segurança.

O proprietário da empresa Conti, Marcelo Moronez, informou que ainda houve uma tentativa por parte dos indígenas de incendiar os tanques de combustíveis existentes na empresa, próximo ao muro que faz divisa com a área em conflito. Diversas câmeras de seguranças foram danificadas na ação.

Não houve registro de feridos pela ação policial, apenas danos materiais.