Polícia
"Ele veio para atirar no meu filho", diz mulher de homem baleado em posto de saúde
Segundo Thays Caroline, a vítima entrou na frente dos disparos para salvar o bebê, de apenas 3 anos
Thays Caroline Simplício de Araújo, de 30 anos, mulher de Gabriel Soriano da Silva [baleado em frente à Unidade de Saúde da Família (USF) Santa Emília] e ex-companheira de Jones Vera Gonçalves, afirma que o vigilante atirou para matar o filho dela e da vítima, de três anos.
À imprensa, a mulher contou que Jones, ao notar a presença de Gabriel no local, deixou a USF e foi até sua residência buscar a arma utilizada no crime, e que o alvo dos disparos era o filho dela, não o companheiro.
“Ele saiu [para a casa dele], voltou e atirou no rumo do meu filho”, relata a mulher. “Ele [Gabriel] entrou na frente e tomou três tiros para defender o meu filho, foi isso que ele fez, ele abriu a porta e saiu para proteger o meu filho”, completou.
De acordo com o relato da mulher, ela e Gabriel são alvos de constante perseguição por Jones desde o término da relação entre os dois, há três anos. “Ele continuava perseguindo”, afirmou.
Segundo Thays, essa não é a primeira tentativa de Jones de ataca-la, já que ela relata que logo após o término do relacionamento, ele tomou a guarda da filha dos dois, de 9 anos, e a proíbe de ter contato com a criança.
Ela relata ainda que o homem já chegou a coagir a criança a registrar um boletim de ocorrência falso contra a mãe, além de acusa-la falsamente de tentar matar a própria filha após a criança ter sido atropelada em uma outra ocasião.
A ex-companheira do vigilante explicou que estava na USF, acompanhada do companheiro atual e o filho mais novo, para marcar uma consulta com um psicólogo devido a um quadro de depressão causado pelas ameaças e perseguições de Jonas.
“Ele veio para atirar no meu filho, que falou que vai destruir minha vida, ele tentou acabar com o meu casamento, mas não conseguiu, conseguiu tirar minha filha, mas não conseguiu acabar com o meu casamento”, finalizou.