Polícia
Advogado diz que família de jornalista preso por estupro está sendo ameaçada na internet
Por meio de nota, Cristiano Alves detalhou que irá orientar para que os alvos façam um boletim de ocorrência
Após o nome do jornalista Renan Lopes Gonzaga, de 36 anos, ser divulgado junto com as suspeitas de que ele teria estuprado um adolescente de 11 anos em Campo Grande, a família do profissional passou a ser ameaçada nas redes sociais.
Por meio de nota, encaminhada à imprensa, o advogado que representa Renan e todos os parentes atingidos, detalhou que os familiares do suspeito não tem qualquer ligação com os fatos.
“Por último, a defesa vem informar que os familiares do senhor Renan Lopes Gonzaga que não possuem nenhuma relação com os fatos que ensejaram sua prisão, vem recebendo ameaças através das redes sociais, o que configura crime e, que orientará os familiares a registrarem boletim de ocorrência e buscará a responsabilização de todos as pessoas que vem proferindo essas ameaças”, diz parte do texto escrito pelo advogado Cristiano Alves.
Prisão preventiva - Na manhã desta quinta-feira (4), a juíza Eliane De Freitas Lima Vicente decidiu manter Renan preso durante a audiência de custódia. O jornalista chegou a negar que tivesse cometido qualquer crime sexual contra a vítima, alegando que "os menores pediam para dormir na sua casa".
Ainda em seu relato, ele explicou que o adolescente e seu amigo ficaram jogando videogame enquanto fazia o serviço. Apesar das alegações do menor, de que teria oferecido bebidas alcoólicas para as crianças, Renan negou.
Para o delegado, ele negou a prática de abuso sexual.
Relembre o caso - Renan estava de férias quando teria cometido o crime contra o menino. Ele voltaria a trabalhar no dia 16 de setembro.
Conforme as informações policiais, o menor desapareceu na tarde de segunda-feira (1º). Logo após o registro da ocorrência, a mãe recebeu uma ligação de um vizinho informando que ele havia chegado em casa em um veículo de aplicativo. Ao conversar com o filho, ele relatou que havia passado a noite no apartamento de um conhecido de seu amigo, desde as 21h do dia anterior, onde consumiram bebidas alcoólicas, energéticos e ouviram música.
Ainda em seu relato, ele detalhou que em determinado momento, o autor praticou atos libidinosos com ele. Após ouvir o relato do filho, a mãe se dirigiu imediatamente à DEPAC CEPOL para solicitar apoio e relatar o ocorrido.
Na presença das autoridades, o adolescente confirmou os abusos e relatou que o amigo frequenta o local com outros colegas, e que o suspeito costuma atrair crianças à residência.
A Polícia Civil apreendeu no local equipamentos eletrônicos, como notebooks, tablets, celulares e câmeras de vigilância, que serão encaminhados à perícia. A vítima descreve o suspeito como alguém que oferecia comida, videogame, piscina e bebidas alcoólicas para criar um ambiente de confiança, facilitando a prática de abusos.
O que diz o hospital? - Em nota, a Santa Casa de Campo Grande se manifestou de maneira oficial sobre o assunto. Veja o texto na íntegra:
"A Santa Casa de Campo Grande esclarece que o jornalista mencionado não possui qualquer registro de ocorrência profissional durante o período em que atua na instituição. Informamos que, no momento, o colaborador encontra-se em período de férias, conforme previsto em sua escala de trabalho.
Ressaltamos que, como parte dos procedimentos internos de admissão, todos os colaboradores têm seus antecedentes criminais devidamente verificados antes de serem admitidos ao quadro funcional.
A instituição reafirma seu compromisso com a transparência e a ética, e se reserva o direito de aguardar a apuração dos fatos pelas autoridades competentes, para então tomar as medidas cabíveis, caso necessário".