Violência
Mulher denuncia o próprio pai por estupro das filhas menores em Campo Grande
A mãe observou comportamentos estranhos nas filhas e suspeitou que o avô, seu pai, estava praticando abusos contra as crianças
Um homem de 54 anos é suspeito de abusar sexualmente das netas, de 5 e 7 anos, em Campo Grande. O caso é acompanhado pelo Conselho Tutelar, Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).
A denúncia partiu da filha do suspeito, mãe das crianças, que trabalhava das 12h às 22h e deixava as filhas sob os cuidados dos avós. Nos últimos dias, ela viu mudanças no comportamento das meninas, que passaram a apresentar atitudes de cunho sexual, como beijos na boca entre elas.
Após algumas semanas, ao dar banho na filha mais velha, de 7 anos, a mãe notou ocorrência e um leve ferimento na região genital da criança, que reclamou de dores, mas não revelou o motivo. Além disso, a mãe explicou que as meninas passavam muito tempo no colo do avô, que as apresentava com salgados, doces e dinheiro.
Em uma ocasião, durante o intervalo do trabalho, a mãe chegou em casa e encontrou uma filha de 5 anos sozinha com o avô. Os dois esboçaram surpresa com a chegada da mãe, aumentando ainda mais as suspeitas. Ao conversar com a menina, ela chorou e relatou que o avô a abraçava, beijava na boca e fazia o mesmo com a irmã.
Conforme a apuração do JD1 Notícias, a menor também contornou que o avô mostrou o órgão genital. Posteriormente, a filha de 7 anos afirmou que o avô chegou a penetrá-la, mas não contou anteriormente por medo e vergonha.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que realizou diligências para localizar e prender o suspeito, mas não foi encontrado. A mãe das meninas solicitou medida protetiva para garantir a segurança das filhas.
As crianças serão submetidas a escutas especializadas e uma delas, por exames no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) para comprovar os abusos relatados. O caso segue em investigação.
(*) Em respeito à proteção das menores, o nome do bairro e outras informações que possam identificá-las não serão divulgadas, em conformidade com os princípios do jornalismo ético e as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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