Médica, de 40 anos, procurou a delegacia na noite desta quinta-feira (25), para denunciar um caso de racismo por parte de um paciente, um idoso, de 78 anos, na UBS (Unidade Básica de Saúde) Universitário, em Campo Grande.

Conforme o boletim de ocorrência, a profissional de saúde relatou que vem enfrentando esse problema há um certo tempo, o que estaria causando desconforto no ambiente de trabalho.

Ela explicou na delegacia, que nos últimos dias, o paciente compareceu na unidade de saúde, exigindo ser atendido com prioridade, à frente dos demais pacientes que aguardavam atendimento médico. Porém, a médica esclareceu como funcionava o atendimento, conforme as diretrizes da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), envolvendo critérios técnicos.

A médica, inclusive, frisou para a polícia que em nenhum momento deixou de prestar atendimento ao referido paciente, apenas "que o atendimento seria realizado conforme a ordem estabelecida".

Desde esse episódio, o paciente retornou diversas vezes à unidade de saúde e dizia que não queria ser atendido pela médica. Durante a conversa entre demais profissionais, a vítima soube que o paciente "iria processá-la".

Pela manhã de quinta-feira, o paciente retornou a unidade de saúde e em um momento, soltou a frase discriminatória. "Estrangeira, pobre, que está pedindo esmola e que deveria estar no seu país". A médica alvo da frase tomou conhecimento por meio da assistente social da unidade de saúde e, ao procurar os superiores, foi orientada a registrar um boletim de ocorrência.

O caso foi registrado injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade em razão de raça, cor, etnia ou procedencia nacional.