Uma megaoperação policial motivada por uma denúncia de "tribunal do crime" terminou em perseguição, tiroteio e na morte de Klesley Santos Coelho, de 22 anos, conhecido como “Cabuloso”, em Água Clara. O caso começou após uma das vítimas conseguir escapar de uma tentativa de sequestro arquitetada por integrantes de uma facção criminosa.

De acordo com o registro policial, os criminosos tentaram capturar um homem apelidado de "Felipe", alegando que ele pertencia à facção rival Comando Vermelho e estava decretado de morte. Uma testemunha, que tentou esconder o alvo, também passou a ser ameaçada e procurou a Polícia Civil após os bandidos exigirem a entrega do rapaz sob promessa de execução.

Durante o cerco policial para localizar o veículo Fiat Uno utilizado pelos suspeitos, houve o primeiro confronto armado. Um dos líderes do bando, vulgo "Rouba Cena", passou a atirar contra as viaturas, atingindo um policial militar no braço e na face. O militar ferido precisou ser socorrido às pressas e transferido em vaga zero para Campo Grande.

Na mesma perseguição, o homem que havia denunciado o grupo e que estava sendo mantido refém dentro do automóvel se jogou do veículo em movimento. Ele foi baleado no braço pelo motorista em fuga, mas conseguiu se esconder em uma casa próxima até ser resgatado. O condutor abandonou o carro e fugiu a pé em direção a uma área de mata fechada.

Na sequência das diligências, equipes policiais foram até a residência de Klesley Santos Coelho, o “Cabuloso”. Ao notar a presença dos agentes, o jovem ignorou as ordens de parada, correu para os fundos do imóvel e sacou um revólver calibre .38 contra os policiais. Os agentes reagiram à ameaça e atingiram o suspeito durante a troca de tiros.

Klesley foi socorrido e encaminhado ao hospital municipal, sendo transferido em seguida para a Santa Casa da Capital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu a caminho. Dentro da residência dele, a Polícia Científica apreendeu 31 tabletes de maconha, pacotes de skunk e porções de haxixe, além da arma utilizada no atentado.

Um comparsa de 22 anos, que estava na casa conversando com Klesley sobre o atentado anterior e acatou a ordem de deitar no chão, foi preso em flagrante por associação para o tráfico de drogas. As forças de segurança do Estado mantêm o cerco na região para tentar localizar os demais envolvidos que conseguiram escapar durante as ações.