Polícia
Comandante diz que PM dará resposta à altura ao avanço do crime em Corumbá
Coronel Renato Garnes afirmou que criminosos passaram a enfrentar diretamente as forças de segurança
O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Renato dos Anjos Garnes, disse que a corporação intensificou o enfrentamento ao crime organizado após a sequência de confrontos registrada em Corumbá e garantiu que continuará reagindo de forma firme às ações de criminosos que passaram a atacar diretamente as forças de segurança.
Segundo o coronel, o perfil da criminalidade mudou nos últimos anos e as organizações criminosas passaram a confrontar policiais durante operações, cenário que, segundo ele, exige respostas mais contundentes por parte da segurança pública. "Desde o início do nosso comando estamos falando que a ação dos criminosos mudou. É um enfrentamento às forças de segurança e nós estamos dando resposta à altura", afirmou.
As declarações foram dadas durante entrevista coletiva sobre as operações desencadeadas após a morte do soldado Marcelo Pimenta. Desde o crime, equipes do BOPE, do Batalhão de Choque, do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e batalhões de área reforçaram o policiamento na região de Corumbá.
Para o comandante, a escalada da violência está diretamente relacionada ao tráfico internacional de drogas. Garnes afirmou que Corumbá se tornou um ponto estratégico para organizações criminosas por funcionar como rota de saída da cocaína oriunda da Bolívia. "O interesse de Corumbá é pela droga. Lá é a porta de saída da cocaína da Bolívia", declarou.
Apesar da sequência de confrontos, Garnes afirmou que a população não deve interpretar os episódios como sinal de perda do controle da segurança pública no Estado.
"A população não tem que ter insegurança. A Polícia Militar vem agindo de forma contundente em relação ao avanço do crime como um todo", disse.
O comandante também afirmou que, embora existam disputas entre grupos criminosos na região de fronteira, a violência registrada em Corumbá decorre principalmente do interesse pelas rotas internacionais do tráfico de drogas e não de um eventual domínio territorial por facções específicas.
Segundo ele, as operações continuarão enquanto houver necessidade de combater a atuação das organizações criminosas na fronteira entre Brasil e Bolívia.