Após morte de soldado
Veja os três avisos do comandante do Bope à população, à tropa e aos criminosos
Tenente-coronel Rigoberto Rocha afirmou que a polícia está presente, destacou apoio aos militares e disse que criminosos serão localizados
O comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS), tenente-coronel Rigoberto Rocha da Silva, enviou três recados à população, aos policiais militares e aos criminosos durante coletiva de imprensa realizada neste sábado (11), ao fazer um balanço da Operação Jovem Guerreiro.
A operação foi deflagrada após a morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, assassinado com disparos de fuzil durante uma tentativa de abordagem, no dia 30 de junho, em Corumbá.
Ao falar sobre o resultado da operação, Rigoberto Rocha afirmou que a resposta da Polícia Militar é direcionada a três setores da sociedade. O primeiro recado foi para a população. Segundo ele, os moradores podem confiar no trabalho da corporação.
"O cidadão pode ter certeza de que a polícia está presente, que o território está controlado e que vamos dar uma resposta."
O segundo recado foi direcionado aos policiais militares de Mato Grosso do Sul (PMMS). O comandante ressaltou que toda a estrutura da corporação atua de forma integrada e que nenhum policial está sozinho.
"Esse policial pode ter certeza de que não está sozinho. Estamos prontos para operar em conjunto, utilizando toda a nossa técnica e inteligência. Ele pode continuar honrando o seu juramento."
O terceiro recado foi enviado aos criminosos. Rocha afirmou que a integração entre as forças de segurança tem permitido localizar foragidos e cumprir mandados de prisão.
"O criminoso pode ter certeza de que, independentemente de onde ele estiver, quando o Bope entrar em cena, ele será localizado. A gente tem hoje uma tecnologia apurada e uma integração muito bem estruturada entre os estados, entre os países e entre as forças. Então, o criminoso pode ter certeza de que a gente vai localizá-lo."
O comandante ainda explicou que a atuação da polícia segue dentro da legalidade e com proporcionalidade, garantindo os direitos constitucionais daqueles que forem presos.
"A gente trabalha da forma legal, da forma proporcional. Todos os elementos que se entregam, a gente fala para o criminoso que ele se entregue, que ele procure um meio de se entregar, porque ele vai ter seus direitos constitucionais garantidos ali, ele vai ser preso e vai pagar pela sua pena."
Rocha também reforçou que, apesar do assassinato do soldado Marcelo Pimenta, a situação em Corumbá permanece sob controle. Segundo ele, a Operação Jovem Guerreiro seguirá por tempo indeterminado, com reforço do patrulhamento e das ações de inteligência na faixa de fronteira.
Terceiro envolvido identificado pelo Bope morreu em confronto
Marcelo Pimenta foi morto ao tentar abordar um veículo e acabou atingido por tiros de fuzil. Após o crime, a investigação já havia identificado outros dois suspeitos pelo assassinato do militar.
Everton da Silva Viana morreu em uma ação policial horas depois de ser preso. Rubens Zilio Neto foi morto enquanto era transportado sob escolta do Bope para Campo Grande, após um atirador disparar contra o comboio durante uma parada em um posto de combustíveis na BR-262.
O terceiro envolvido direto na morte do soldado Pimenta, segundo o Bope, morreu na sexta-feira (10), após confronto com policiais. Ele foi identificado como Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos. Segundo informações apresentadas pelo Bope, ele era apontado como traficante contumaz.
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