O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) identificou várias tentativas de resgate dos quatro bolivianos que morreram em confronto com policiais, na sexta-feira (7), em uma área rural de São Gabriel do Oeste. A informação foi detalhada pelo comandante da unidade, tenente-coronel Rigoberto Rocha da Silva.

Os quatro eram fugitivos de um avião clandestino interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB), na sexta-feira (31 de julho). Entre eles estava José Mariano Paz Chavez, de 29 anos, apontado por Rocha como um “grande chefão” do tráfico de drogas, principalmente de cocaína, na América do Sul.

Segundo o comandante, a polícia identificou movimentações de integrantes do grupo que tentavam retirar os quatro bolivianos da região. “Vários apoios, vários apoios. A gente conseguiu levantar ali várias tentativas de resgate. Eu saliento ali que muita gente estava buscando resgate, inclusive pagando muito caro para conseguir retirar esse elemento de lá. A gente teve tentativas várias”, afirmou Rocha.

Também morreram no confronto

Além de José Mariano Paz Chavez, também morreram Cristian Guzman Parada, de 31 anos, José Oscar Lacoa Rapu, de 25, e Bruno Bascope Jordan, de 31 anos. Os três foram localizados junto ao grupo na área rural de São Gabriel do Oeste e morreram durante o confronto.

Treinamento foi decisivo na ação

Rocha também destacou o treinamento dos policiais do Bope para ocorrências desse tipo. Segundo ele, a preparação da equipe foi fundamental para identificar, localizar e neutralizar os envolvidos.

“Meu policial, aproveito para destacar, abnegado, diferenciado nessas ocorrências. A principal dificuldade do comandante é mandar o policial voltar. Ele não quer voltar. Eu tenho que determinar para ele voltar, para trocar, porque ele está numa linha ali, está no compromisso de retirar de circulação, está vibrando com a ocorrência”, relatou.

O comandante afirmou que os policiais treinam intensamente para esse tipo de situação e destacou a atuação em área de mata. “Policial muito abnegado, treina demais para esse tipo de evento e, mais uma vez, a mata, o rastro todo desse evento aí é expertise do Bope”, disse.

Rocha afirmou ainda que a ocorrência representa exatamente o tipo de situação para a qual os policiais são preparados. “Esse é o que a gente treina. É para isso que a gente treina, é para isso aí que a gente se dedica parte do nosso tempo para, quando tem uma ocorrência desse jeito, a gente conseguir dar resposta para o nosso comando, para o cidadão”, declarou.

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