Polícia
Razuk e mais sete são indiciados por esquema de rifas e lavagem de dinheiro
Indicamento acontece após a criação de empresa de fachada
A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos concluiu o inquérito policial que investigava o influenciador campo-grandense Eduardo Razuk, resultando no indiciamento de oito pessoas espalhadas por Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rio de Janeiro.
As investigações apontam que o criador de conteúdo promovia rifas ilegais pela internet de forma ininterrupta desde 2019, sorteando veículos de luxo avaliados em até R$ 1 milhão, além de aparelhos celulares e transferências via PIX.
A Polícia Civil apurou que o grupo criou uma estrutura fraudulenta para mascarar as operações e simular legalidade, utilizando uma empresa de fachada na Paraíba para apresentar o influenciador como se fosse apenas um mero divulgador.
O mecanismo servia para burlar órgãos de fiscalização, sofisticar a lavagem de dinheiro e enganar o público ao alegar que os sorteios eram autorizados, contando ainda com intermediários cariocas envolvidos no suporte das plataformas.
Documentos requisitados pela polícia revelaram graves inconsistências e papéis produzidos logo após ações policiais anteriores, o que comprovou para a perícia técnica a total ausência de lisura e integridade nas edições analisadas.
A investigação concluiu que os suspeitos edificaram um engodo contratual e societário para esconder que o influenciador era o verdadeiro responsável pelo negócio, dissimulando a origem de todo o capital movimentado.
Todos os investigados foram indiciados por lavagem de dinheiro, associação criminosa, publicidade enganosa e loteria não autorizada, com o procedimento seguindo agora para os desdobramentos cabíveis no Poder Judiciário.