Polícia
Justiça manda prender, de novo, cardiologista por feminicídio de Fabíola
Desembargador Emerson Cafure reconsiderou decisão anterior e restabeleceu prisão preventiva de João Jazbik Neto
O desembargador Emerson Cafure reconsiderou a própria decisão e determinou, novamente, nesta quinta-feira, dia 3, a prisão preventiva do cardiologista João Jazbik Neto pelo crime de feminicídio da companheira, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, em Campo Grande.
A soltura de João aconteceu no dia 20 de agosto, mas foi revertida treze dias depois após uma ordem expedida pela 2° Vara do Tribunal do Júri.
Cafure havia concedido liminar em habeas corpus e determinado que o cardiologista respondesse ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares. Entre as determinações estavam comparecimento mensal em juízo, proibição de deixar a comarca sem autorização e de manter contato com testemunhas.
João havia sido preso preventivamente anteriormente após a investigação da morte de Fabíola, encontrada morta em 18 de maio, na chácara onde o casal vivia, na região da Chácara dos Poderes, em Campo Grande. Inicialmente, o médico sustentou que a companheira havia cometido suicídio, mas a investigação policial concluiu que ela foi vítima de feminicídio.
A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul aponta que Fabíola teria sofrido golpes na cabeça antes de ser atingida pelo disparo que provocou sua morte. O laudo pericial do local também apontou uma dinâmica incompatível com a hipótese de suicídio.
João responde por feminicídio qualificado, além de outros crimes relacionados ao caso, como violência psicológica contra a mulher, posse irregular de armas e fraude processual. A defesa sustenta a inocência do cardiologista e afirma que os laudos utilizados pela acusação serão contestados durante o processo.