Política
Projeto de lei evitaria supersalário de secretário do RJ
PL foi proposta pela presidenta afastada Dilma
Um projeto de lei proposto pela presidente afastada Dilma Rousseff em setembro do ano passado evitaria casos de supersalários como o do secretário de Fazenda do Rio, Julio Bueno.
O PL 3123/2015 regulamenta em âmbito nacional a aplicação do teto remuneratório definido na Constituição. Ele regula inclusive o cálculo do limite para o caso de acúmulo de cargos.
Se estivesse em vigor, Bueno poderia manter seu salário de R$ 49 mil junto à Petrobras, mas teria abolido o vencimento de R$ 16,6 mil pelo cargo de secretário. O supersalário foi revelado na quinta (2) pela Folha de S.Paulo.
O artigo 19 do projeto afirma que em caso de servidores de empresas públicas independentes, o abate-teto é aplicado no vencimento do cargo em comissão assumido pelo funcionário, usando como base de cálculo o valor total recebido pelas duas fontes.
O projeto, contudo, preserva o salário na empresa de origem, mesmo que supera o teto. Isso ocorre porque a Petrobras e as demais empresas independentes não são submetidas ao limite da Constituição.
"Bastava a ele militar pela aprovação do projeto de lei. Não tem um impacto local, mas nacionalmente sim", disse o deputado estadual Luiz Paulo (PSDB).O projeto, sob relatoria do deputado Ricardo Barros (PP-PR), está pronta para ir ao plenário desde fevereiro, mas ainda não foi votado.
O Estado do Rio gastou no ano passado R$ 19 milhões com o reembolso à União por servidores cedidos.
O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) afirmou que, mesmo sem ter grande impacto financeiro nas contas, a regulamentação é importante por "questão de justiça".
Bueno vem defendendo aumento na contribuição de servidores, cortes em benefícios e limite no reajuste de servidores.
"Além da questão legal, ele é um secretário muito caro para os resultados que vêm entregando."
O jornal "O Globo" mostra hoje que, além de Bueno, outros dois secretários acumulam salários, tal qual Bueno: Wagner Victer (Educação), funcionário da Petrobras, e Christino Áureo (Agricultura), servidor do Banco do Brasil. Com informações da Folhapress.