Política
Investigação paralela da Operação Coffee Break inclui vice-governadora e mais seis
Não há sigilo na investigação, mas conteúdo dos celulares estão em segredo de justiça
Em defesa as acusações do envolvimento na Operação Coffee Break, que aponta grupo de vereadores que teriam recebido promessas de vantagens, cargos e até dinheiro para votar pela cassação do prefeito Alcides Bernal, a pré-candidata a prefeita de Campo Grande, Rose Modesto, rebate e nega informações não-oficiais sobre a própria participação.
Para Rose, o processo que afastou o atual prefeito é claro quando o fez por nove crimes de improbidade administrativa. “O Ministério Público já pediu condenação do Bernal pelos crimes de improbidade e o Tribunal de Contas reprovou as contas dele. Quero saber se vão investigar aqueles que votaram contra a cassação”, analisa. Foram contrários à retirada de Bernal da gestão municipal: Zeca do PT, Alex do PT, Ayrton Araújo (PT), Cazuza (PP), Paulo Pedra (PDT) e Luiza Ribeiro (PPS)
A investigação paralela que inclui, além de Rose, a deputada estadual Grazielle Machado (PR), Do PSD, Coringa e Chiquinho Telles, do PMDB, Carla Stephanini e Vanderlei Cabeludo e a suplente de vereador Juliana Zorzo (PSC). Apesar das tentativas, alguns advogados afirmaram que não tiveram acesso a este material relatado, que inclui estes nomes que não foram denunciados originalmente.
A investigação complementar é efetuada para “suprir a lacuna que impossibilita a formação da opinio delicti”. Esta informação constaria nos autos. De acordo com o JusBrasil, Opinio delicti é: 1) Opinião a respeito de delito. 2) Teoria segundo a qual o Ministério Público, para oferecer uma denúncia, deve ter ao menos suspeita da existência do crime e de sua autoria.
Como muitos jornalistas questionaram a ausência de alguns nomes na denúncia da Operação Coffee Break, a resposta é que não há nada provado contra o grupo que não foi denunciado. No último mês de maio (31), o procurador-geral de Justiça, Paulo Cezar Passos, divulgou a lista dos denunciados. O despacho foi feito nesta terça (14) e disponibilizado ontem (16), pelo desembargador Luiz Claudio Bonassini. Este também negou a solicitação do Ministério Público Estadual que as investigações ficassem sob segredo de justiça. Porém, o conteúdo dos celulares apreendidos em agosto está em sigilo para respeitar à intimidade dos acusados.