Política
Governo prorroga paralisação da construção de Cadeia Pública Feminina de Campo Grande
Sócio responsável pela obra em Campo Grande tem o nome envolvido na Operação Tapa-Buracos
Há cerca de um mês, a Selco Engenharia Ltda ganhou a licitação para construção da Cadeia Pública Feminina de Campo Grande, com previsão de 407 vagas. O contrato de mais de 13,6 milhões de reais teve a paralisação prorrogada nesta segunda (25) pelo Governo de Mato Grosso do Sul. (Clique aqui) . O engenheiro sócio da empresa, Gerson Prado, teve os bens bloqueados em março deste ano, a pedido da força-tarefa da Operação Lama Asfáltica.
A Justiça acatou o pedido de bloqueio de todos os bens de supostos envolvidos em esquema para desvio de verba na Operação Tapa-Buracos, que investiga a suspeita de corrupção no serviço de manutenção das vias públicas de Campo Grande. Gerson entrou com agravo de instrumento no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) no início de maio e ele diz no recurso que é equivocado o cálculo aplicado pelo MPE (Ministério Público Estadual) para acusá-lo de superfaturamento ou irregularidades.
Consta no nome de Gerson mais duas empresas de engenharia a Adobe e a Juha de acordo com o site consulta sócio (veja aqui). A prorrogação da paralisação, assinada pelo Secretário de Estado de Infraestrutura, Ednei Marcelo Miglioli, e o engenheiro civil e sócio da Selco, Gerson Nina Prado, é de 120 dias a contar do dia 12 de julho de 2016. O Ministério da Justiça repassou verba de R$ 10,2 milhões para a construção Cadeia Pública Feminina do Complexo Penitenciário da Gameleira em 2014, com previsão para 286 vagas.
Também foram repassados R$ 10,7 milhões pelo Ministério da Justiça que prevê a construção da Cadeia Pública Masculina do Complexo Penitenciário da Gameleira em Campo Grande com 286 vagas, mas que consta no Portal da Transparência 388 vagas. Há ainda, com 603 vagas, um orçamento de R$ 14,5 milhões, também da construção da Cadeia Pública Masculina do Complexo Penitenciário da Gameleira na Capital. Todos de 2014 com vigência até 30 de abril de 2018. As três obras constam como em execução. Veja clicando aqui.
Paralisação
A assessoria da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), informou que foram executados até o momento R$ 2,8 milhões e ainda tem saldo de 10, 9 milhões de reais, mas a prorrogação da paralisação foi feita devido a uma série de erros, especialmente na parte estrutural, que precisam ser revistos. No último dia 30 de junho, foi elaborado um relatório para mostrar o que de fato precisa ser feito para executar a obra de maneira correta. o Relatório segue para o Depen (Departamento de Penitenciárias Nacional).